Mocidade Alegre é tricampeã do Carnaval de São Paulo

Escola do bairro do Limão conquista seu décimo título com o enredo 'Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar!'

Por O Dia

São Paulo - A escola Mocidade Alegre foi eleita campeã do Carnaval paulista em 2014, na tarde desta terça-feira. Este é o terceiro ano consecutivo que a agremiação conquista o primeiro lugar na apuração. Durante a tarde, foram contabilizados os votos das escolas de samba que desfilaram no Grupo Especial.

A torcida faz a festa com o tricampeonato da Mocidade Alegre no carnaval paulistaAdriano Lima / Agência O Dia


Aos prantos, a presidente da Mocidade, Solange Cruz Bichara Rezende, mal conseguiu dar entrevista após o anúncio. "Não estou acreditando", disse aos jornalistas que estavam presentes na apuração. "A gente se empenhou tanto, passamos por tanta coisa"

Presidente da Mocidade, Solange Cruz Bichara Rezende, aos prantosPaduardo / Ag. News


A Mocidade conquistou o 10º título de sua história falando sobre a fé em suas várias manifestações e significados, não apenas como fundamento religioso, mas como parte inerente do ser humano. O samba-enredo deste ano foi composto a várias mãos por Ana Martins, China da Morada, Douglas Sabião, Marcio Bueno, Rodriguinho e Victor Alves.

A campeã do carnaval representou com as cores da escola, vermelho, verde e branco, as seis maiores religiões cultuadas no País, com alas que ilustraram o candomblé, hinduísmo, budismo, cristianismo, islamismo e judaísmo. A comissão de frente trouxe integrantes vendados, representando a "fé cega". Imponente, o abre-alas "A chama da Fé ardente" defendeu a fé como um sentimento contagiante.

Casal de Mestre-Sala e Porta-BandeiraOrlando Oliveira / Ag. News

As notas de cada quesito foram lidas na seguinte ordem: fantasia, enredo, bateria, mestre-sala e porta- bandeira, comissão de frente, samba-enredo, evolução, alegoria e harmonia.

O Desfile
Com o enredo "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar!", dos carnavalescos Sidnei França e Márcio Gonçalves, a escola emocionou no Sambódromo de São Paulo quando mostrou as diferentes maneiras em que as pessoas encaram a fé, durante seu desfile. Em suas alas, muitos elementos religiosos como judaísmo, o candomblé, o islamismo, o espiritismo e crenças indígenas como a pajelança cabocla, as benzedeiras e os curandeiros.

Mocidade Alegre na avenidaOrlando Oliveira / Ag. News

Um momento marcante e muito bonito foi quando, com um movimento pra lá de coordenado, todos os integrantes da escola se ajoelharam em plena avenida, em postura de devoção e respeito. A arquibancada foi ao delírio.

A aposta do carnavalesco Sidney França foi realmente essa, mexer com a emoção e impactar logo no abre-alas, chamado de "A Chama da Fé Ardente", retratando a iluminação pela fé, impulsionando a evolução do homem.

A bateria, que também vinha no segundo setor, representou os deuses hindus, com fantasias reluzentes. No terceiro setor do sobrenatural, o invisível, teve um grupo de teatro chamado "Sorte ou Azar, Basta Acreditar". Foi um verdadeiro musical em pleno carnaval. Metade estava vestida de gato preto e a outra metade de trevo de quatro folhas. O quarto setor, o Mercado da Fé, mostrou com humor aqueles que fazem da fé um negócio.

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