Hackers ameaçam divulgar dados de segurados se PEC da Previdência for votada

O grupo de espiões virtuais contesta a justificativa oficial do governo para aprovar a reforma de que o sistema de aposentadorias registraria constantes déficits

Por O Dia

Rio - Em meio às barganhas atrás de votos para aprovação da Reforma da Previdência na Câmara, o Governo Temer pode ter que enfrentar um problema sem precedentes. Conforme o site Tecmundo, hackers invadiram o sistema da Previdência Social e ameaçam vazar dados de milhares de segurados se o Planalto insistir em votar a Reforma da Previdência, que, segundo eles, "retira direitos e restringe o acesso às aposentadorias, sem que o povo tenha sido consultado sobre as mudanças".

Ainda segundo o site, os hackers prometem divulgar na Deep Web nomes, CPFs, emails e senhas de cerca de 2 mil segurados do INSS. O grupo de espiões virtuais contesta a justificativa oficial do governo para aprovar a reforma de que o sistema de aposentadorias registraria constantes déficits.

"O povo não foi consultado para as reformas na Previdência e jamais aceitaria perder direitos garantidos, portanto nesse sentido estou fazendo uma oferta irrecusável: em troca de não expor os dados na Deep Web, peço que o povo seja ouvido e nenhuma reforma que retire direitos seja aprovada, até porque se sabe que o pretexto de rombo na Previdência é uma farsa já denunciada por Auditores da Receita Federal (www.somosauditores.com.br) e por isso não se justificam as mudanças que vão dificultar o acesso aos benefícios, exigir mais tempo de contribuição e reduzir drasticamente os valores a serem recebidos", diz o manifesto publicado pelos invasores.

Eles alegam que, com as novas regras pretendidas pelo governo, apenas 20% dos trabalhadores teriam garantidos o acesso às aposentadorias, e dizem que o governo faz "propaganda enganosa", quando afirma que a proposta de reforma vai combater alegados privilégios.

Advertem ainda que militares e altos salários no Legislativo e Judiciário serão 'poupados' da reforma. "A Reforma não considera a realidade do trabalhador brasileiro, e o seu objetivo é satisfazer o mercado dando garantias aos bancos, um sistema que sempre penaliza os trabalhadores quando se vê ameaçado", dizem em comunicado.

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