Aécio Neves admite reajuste de preços

Em entrevista ao JN, senador diz que realinhamento será necessário

Por bferreira

Rio - O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) afirmou ontem que um “realinhamento de preços” será necessário para a retomada do crescimento econômico do país. O candidato foi o primeiro presidenciável entrevistado no Jornal Nacional e foi evasivo quando questionado se adotaria medidas impopulares na área econômica. Pressionado, disse que faria reajustes, mas não sabia “nem quando nem como”.

Na entrevista, Aécio falou sobre casos de corrupção envolvendo seus correligionários, como o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, réu do mensalão mineiro. “Se alguém for condenado, não será tratado como herói nacional”, disse o senador, se referindo ao tratamento dado pelo PT aos condenados no mensalão. Ele defendeu a investigação dos casos de corrupção envolvendo seu partido.

Nos 15 minutos da sabatina, o candidato exaltou sua gestão como governador e falou novamente sobre a construção de um aeroporto perto de uma fazenda de sua família, em Cláudio, no interior de Minas. “Esta fazenda está na minha família há 150 anos, é um sítio onde vamos nas férias. Ninguém está fazendo negócio”, disse, afastando a hipótese de valorização do imóvel.

Dilma vai receber livro sobre favela

Na próxima sexta, a presidenta Dilma Rousseff (PT) estará no Rio para receber da Central Única de Favelas (Cufa) um exemplar do livro ‘Um País Chamado Favela’, de Renato Meirelles e Celso Athayde, baseado na Radiografia das Favelas Brasileiras, realizada pelo Instituto Data Popular.No dia seguinte será a vez do candidato Aécio Neves (PSDB)de participar do encontro com a Cufa, quando receberá, a exemplo de Dilma, além do livro, um documento com as políticas públicas indicadas pela entidade.

O candidato do PSB, Eduardo Campos ainda não acertou o dia de sua visita. Segundo Renato Meirelles, as favelas brasileiras representam o quinto maior colégio eleitoral do país. “Queremos pautar os candidatos”, argumenta o autor.

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