Brasil tímido para a Olimpíada

O resultado no Pan foi decepcionante, principalmente pelo fiasco do atletismo

Por O Dia

Rio - O diretor-executivo do COB, Marcus Vinícius Freire, mantém certo otimismo para a Olimpíada e quase garante que estaremos no top 12. Possível, mas pouco provável. Houve maior apoio de empresas particulares e governamentais, mas tudo feito em pouco tempo e visando a um certo brilho no Rio-2016. O resultado no Pan foi decepcionante, principalmente pelo fiasco do atletismo — ficou abaixo do que se obteve em Guadalajara com menor apoio. Se algo não mudar, não haverá como sonhar. A natação compensou até por belas promessas como Brandonn Almeida. Continuamos relativamente bem nos esportes coletivos e espera- se que, com os times titulares, o vôlei ganhe quatro ouros no Rio. Mas fica a sensação de que o Brasil não tem projeto a longo prazo com sua frágil estrutura.

Vôlei do Brasil não conseguiu nenhum ouroEfe

O FATOR EXTERNO

A Comissão de Arbitragem é uma entidade meio fantasma, mas deveria mandar sinais para explicar o que houve em Chapecó. O árbitro Raphael Claus validou um gol do Flu, o bandeira confirmou e, logo depois, alguém de fora mandou anular tudo, alegando toque de mão de Marcos Júnior. Ele até estava certo mas, quem decide o quê na arbitragem e como isso funciona?

NA CORDA BAMBA

No seu último rebaixamento, o Vasco, à essa altura do Brasileiro, tinha 19 pontos e foi degolado. Agora tem 12, o que dá dramaticidade ao momento. Celso Roth abriu a janela da esperança, mas já é chamado de burro. A defesa voltou a vacilar, Dagoberto promete pouco, Andrezinho e Herrera continuam fora de forma e até o paredão Martín Silva ruiu.

SEM VACILOS

Faltam cinco jogos para o fim do turno da Série B e, apesar da boa campanha, 28 pontos em 42 disputados, 11 deles fora de casa, continua a pressão no Botafogo. Há contratações misteriosas, Ricardo Gomes é incógnita, não se pode exigir muito dos garotos e o campeonato está embolado. Mas, se o time vencer o Criciúma, hoje, Luverdense e ABC, no Niltão, vira o turno na liderança.

ERRO ESTRATÉGICO

O planejamento do vôlei foi errado. As equipes foram afetadas, técnica e emocionalmente, sem foco algum. Até o que seria mais tranquilo, o masculino na Liga Mundial, no Rio, mostrou soberba contra a França. Os reservas começaram bem, mas desabaram emocionalmente. O feminino foi pior e naufragou nas duas frentes sem entrosamento.</CW>

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