Tripulantes sobreviventes falam sobre o momento da queda do avião da Chapecoense

Técnico de voo afirma que só se salvou por obedecer o procedimento padrão; comissária só lembra das luzes se apagando e o impacto 50 segundos depois

Por O Dia

Colômbia - Os sobreviventes da queda do avião que levava o time da Chapecoense deram declarações que podem ajudar as autoridades na investigação da causa do acidente. Os dois tripulantes bolivianos da aeronave LaMia, que se chocou ao solo na madrugada de terça, na Colômbia, falaram sobre a tragédia.

O técnico de voo Erwin Tumiri contou ao jornal boliviano La Razón que escapou da morte por seguir corretamente o protocolo de segurança. Ele afirmou que permaneceu em posição fetal, com uma mala entre as pernas, para amenizar o impacto da queda. "Com a situação de pânico, muitos se levantaram e começaram a gritar. Coloquei malas entre as pernas e fiquei na posição fetal, como o recomendado", disse Erwin.

Erwin TumiriReprodução Facebook

Já a comissária de bordo Ximena Suárez conversou com o governador de Antioquia, Luis Pérez. De acordo com o político, ela afirmou que as luzes começaram a se apagar repentinamente e que sentiu o impacto 40 ou 50 segundos depois. Depois disso, não se lembra mais do acidente.

A comissária Ximena Suárez OtterburReprodução Facebook

A lista de passageiros contava com 81 pessoas, mas quatro não embarcaram. Das 77 pessoas que estavam no voo que partiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em direção a Medellín, na Colômbia, apenas sete foram resgatadas com vida, mas o goleiro Danilo, um dos ídolos do time, não resistiu. Além dos dois tripulantes, os outros sobreviventes são o goleiro Follman, o lateral Alan Ruschel, o zagueiro Neto e o jornalista Rafael Henzel.

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