Flamengo inicia a sua caça às bruxas

Cristóvão é mantido, mas Pico e Paulinho estão na alça de mira da diretoria

Por O Dia

Santa Catarina - A derrota para o Vasco por 1 a 0, domingo, em Cuiabá, agravou ainda mais a crise no Flamengo, que se encontra em 17º, na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Enquanto o técnico Cristóvão Borges admite a pressão, a diretoria toma decisões sobre o que fazer com alguns jogadores. Na visão do Conselho Gestor e do comando do futebol, alguns deles têm dado mostras de falta de compromisso — Paulinho e Anderson Pico encabeçam a lista negra. O vice de finanças do clube, Rodrigo Tostes, garante a continuidade do comando do futebol.

Paulinho está próximo de deixar o FlamengoGilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

“Rodrigo Caetano (diretor-executivo) e Cristóvão estão no comando e continuarão”, limitou-se a dizer.

Em relação ao elenco, a ideia é examinar caso a caso. A delegação rubro-negra desembarcou nesta segunda em Joinville e qualquer medida só será tomada após a volta ao Rio — o grupo chega quinta-feira. Anderson Pico, por exemplo, disputou apenas quatro partidas no Brasileiro e pode defender outra equipe da Série A. Negociá-lo, nem que seja por empréstimo, está em pauta.

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Desde setembro de 2014 no Flamengo, o lateral tinha a proteção de Vanderlei Luxemburgo, que apostava na recuperação do “fio desencapado”. Com a demissão do técnico, Pico, que vive em briga constante com a balança, ficou desamparado. No domingo, sofreu com as vaias da torcida.

Paulinho, por outro lado, já atuou em oito jogos. Caso o atacante não receba mais uma chance da diretoria, terá que ser negociado com clubes do exterior, ou um da Série B. Afastá-lo do grupo também é uma alternativa. O lateral-direito Pará, muito criticado pela torcida, é visto como um jogador esforçado e, em princípio, não entra no rol de atletas na berlinda.

O grupo já vinha sob monitoramento. Evitar posar para fotos com bebida alcoólica na mão foi uma das orientações passadas pelo comando do futebol, como forma de diminuir a cobrança externa.

A pressão já incomoda Cristóvão. Sexta-feira, na Gávea, o treinador questionou o diretor-geral Fred Luz sobre a sua situação no cargo. O dirigente tentou tranquilizá-lo. Na entrevista coletiva minutos depois, porém, o treinador sublinhou várias vezes a necessidade de respaldar o trabalho com resultados.