Os alunos do Projeto Grael participam de cursos de capacitação profissional

Iniciativa tem objetivo de capacitar os integrantes

Por O Dia

Rio - Apesar do viés esportivo, o Projeto Grael, que oferece aos jovens inscritos as categorias de introdução à vela com as classes Optimist (até 15 anos) e Dingue (a partir dos 16), também tem a preocupação com a formação profissional dos alunos. A meta é capacitá-los para o mercado náutico, através de oficinas profissionalizantes: fibra de vidro, capotaria, mecânica de motores, marcenaria e eletrônica.

“As oficinas são importantes, pois vão além do esporte para os garotos e dão uma perspectiva de futuro para que não dependam somente de competir para progredirem na vida”, diz o bicampeão olímpico Torben Grael, medalha de ouro na classe Star nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 e Atenas-2004.

O campeão Torben Grael tem cinco medalhas olímpicas na vela. Duas de ouro%2C duas de bronze e uma de prata Divulgação

O multicampeão tem um currículo invejável. Outras três medalhas olímpicas: prata (Los Angeles-1984) e bronze (Seul-1988 e Sydney-2000), além de quatro títulos mundiais, a conquista da America’s Cup em 2000 e a vitória na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race em 2008.

FRUSTRAÇÃO

Mas o que tira Torben Grael do sério é a oportunidade que o país deixou passar de promover um grande processo de despoluição da Baía de Guanabara — uma promessa das autoridades logo que o Rio conquistou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

“Acredito que poderíamos ter aproveitado melhor essa oportunidade de sediar os Jogos Olímpicos, sobretudo em relação à despoluição da Baía de Guanabara. Esse poderia ter sido um dos maiores legados, senão o maior, do esporte para o Rio de Janeiro e também para as cidades vizinhas que estão no entorno da Baía de Guanabara e dependem dela para a sobrevivência”, afirma Torben, que é coordenador da equipe olímpica de vela nos Jogos.

RECURSOS EM FALTA

O fracasso na despoluição da Baía de Guanabara não foi a única decepção. Mesmo diante da Olimpíada, a família Grael encontra dificuldades para conseguir patrocinadores, apesar da vitrine e dos olhos todos voltados para o esporte.

“Ficou complicado em relação à captação de recursos. Só conseguimos metade dos R$ 2 milhões que precisamos por ano. As empresas enriquecem o portfólio e depois abandonam o projeto. Com isso, estamos sempre buscando investidores”, diz Ana.

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