Quem precisa de adversário?

Rodrigo Neves reúne prefeitos do PT, e grupo decide não aderir à pré-campanha de Lindbergh

Por O Dia

Rio - Lembra quando o governador Sérgio Cabral (PMDB) entrou de cabeça na campanha de Rodrigo Neves (PT) a prefeito e todo o mundo apostava que a fatura ia ser cobrada para 2014? A ‘primeira parcela’ já foi liquidada ontem, quando o petista reuniu em seu gabinete nove dos outros 10 prefeitos eleitos pelo PT no estado e declarou em nome do grupo que a “antecipação” da pré-campanha do senador Lindbergh Farias foi um “grande equívoco” do diretório regional.

Rodrigo também afirmou que a prioridade será o “projeto nacional do PT”, que é a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, e que todos vão, “no momento certo, buscar a união do PT e PMDB no estado”. Bem ensaiados, os prefeitos deixaram claro que não embarcarão na pré-campanha de Lindbergh e deram no senador o primeiro golpe na sua corrida ao Palácio Guanabara.

O 11º petista eleito no estado, Washington Quaquá, que comanda Maricá, não foi ao encontro porque está na Itália. Mas, segundo Rodrigo, ligou para dizer que está no grupo, batizado de “coletivo dos prefeitos do PT”.

O “coletivo” vai fazer reuniões periódicas, em cada uma das 11 cidades do PT, e a próxima será em Paracambi, em julho. Na segunda-feira, vai se reunir com o presidente regional do PT, Jorge Florêncio, que não foi avisado da reunião de ontem e ficou indignado.

No mesmo dia, almoçará com Cabral e o pré-candidato do PMDB, Luiz Fernando Pezão. E até julho todos vão a Brasília para falar com Ideli Salvatti, ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, que falou ontem com Rodrigo por telefone quando ele almoçava com os prefeitos no Bistrô Mac, no Museu de Arte Contemporânea. Na pauta das reuniões com os governos estadual e federal, os prefeitos juram que a prioridade será o repasse de verbas para suas cidades.

Lindbergh foi aconselhado a ficar em silêncio. Quem falou foi o coordenador da sua pré-campanha, o deputado federal Jorge Bittar, que preferiu adotar um discurso conciliador, mas alfinetou: “Eles estão preocupados com o repasse do dinheirinho lá do governo do estado. Ele (Rodrigo) está fazendo o jogo de quem recebeu o apoio maciço do governo do estado.” Florêncio também alfinetou: “Os prefeitos não têm poder nenhum de decidir pelo partido a estratégia eleitoral.”

APROVAÇÃO DO GOVERNO DILMA

Foi divulgada ontem pesquisa do instituto MDA, que registrou 54,2% de avaliação positiva do governo Dilma. A consulta foi feita com 2.010 pessoas entre os dias 1º e 5, em 134 municípios.

Últimas de _legado_Brasil