"Todo mundo ganha com royalties para saúde e educação", diz líder petista

Após ministro da Saúde afirmar ao iG que o Congresso foi ‘sensível’ às necessidades da área, senadores dizem que proposta deve ser aprovada também no Senado

Por O Dia

Brasília - Diante da avaliação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que em entrevista ao iG afirmou que o Congresso mostrou-se “sensível” às necessidades da saúde , o líder do PT no Senado, Wellington Dias, reforçou a expectativa de que o Casa siga a Câmara dos Deputados e aprove a destinação de parte dos royalties do petróleo para a área.

Na avaliação do petista, a ideia de dar 25% dos royalties para a saúde e os demais 75% para a educação foi um ponto de equilíbrio entre a vontade que vinha sendo expressa pelo Congresso Nacional e o desejo da presidente Dilma Rousseff.

Para Dias, a visão de Padilha é hoje compartilhada pela maioria dos senadores. “Se dependesse só do Congresso, possivelmente teríamos chegado a uma divisão de 50% para saúde e 50% para a educação. A presidente Dilma, entretanto, considerou como prioridade dar essa verba à educação”, afirmou Dias. “Mas, com essa receita de 25% e 75%, todo mundo sai ganhando. A saúde fica com uma parte dessa arrecadação e a educação continua sendo tratada como prioridade, recebendo a maior parte dos recursos”, emendou.

Reconhecendo que sempre foi defensor dos 100% dos royalties para a educação, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse ter considerado positiva a proposta de dar 25% do dinheiro para a saúde. "Nada é mais importante para um brasileiro do que a sua saúde, nada é mais importante para o Brasil do que a educação, olhando a longo prazo", disse o pedetista, que junto com o tucano Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) é autor de um outro projeto, que também propõe destinar royalties do petróleo para a educação.

Buarque disse acreditar que não foi possível “convencer a opinião pública" de que a saúde deveria ficar de fora da partilha. Ele concordou com a análise de Padilha de que a saúde também é uma demanda urgente da população e por isso foi contemplada no projeto pelos deputados. O senador disse ainda acreditar que a Casa aprovará o projeto com facilidade, mesmo que com alguma emenda. Assim, segundo ele, a saúde deve ser contemplada no texto final.

O senador contou ao iG que vai apresentar, pelo menos, duas emendas ao projeto. A primeira é para garantir que 75% do total que será destinado à educação vá direto para a educação básica e seja totalmente investido na carreira do professor. Por outro lado, ele quer que 75% dos recursos reservados para a saúde financie projetos voltados à saúde infantil.

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