Ex-governador na mira do MP

Ministério Público quer que Agnelo Queiroz pague R$ 16 milhões aos cofres do Distrito Federal

Por O Dia

Rio - O Ministério Público do Distrito Federal pediu o bloqueio imediato dos bens e da conta bancária do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) por improbidade administrativa. O motivo são irregularidades na inauguração do Centro Administrativo de Taguatinga. O então administrador da região Anaximenes Vale dos Santos também é alvo do processo.

O MP pede o bloqueio de bens e direitos até o “limite” de ambos:cerca de R$ 16 milhões de Agnelo e R$ 13 milhões de Anaximenes. O pedido foi feito graças a gastos excessivos em meio a crise financeira da capital do país no ano passado: o centro inaugurado pelo governador pode representar gasto mensal para o governo de, no mínimo, R$ 4 milhões por mês — o valor pode chegar a R$ 17 milhões mensais. O novo chefe do Executivo, Rodrigo Rollemberg (PSB), afirma ter apenas R$ 64 mil em caixa.

Agnelo Queiroz é alvo de ação por improbidade administrativa Reuters

Agnelo liberou as construções iniciadas até 2010 de apresentar relatório de impacto de trânsito ao Detran e atender a laudo de conformidade. A Justiça do DF suspendeu o decreto, e, em novembro de 2014, um novo texto eximiu o centro de Taguatinga de cumprir as medidas impostas pelo Detran. Ignorando outras recomendações da Justiça, o então governador nomeou Anaximenes e inaugurou o centro.

Para o promotor Marcelo Teixeira, que também assina a ação, houve um gasto desnecessário diante de uma crise financeira, em que “deixou-se de pagar os trabalhadores para fazer gasto desnecessário. Houve total desrespeito à lei e às decisões judiciais”.O MP pretende também que os dois processados indenizem o Distrito Federal por danos morais coletivos.

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