Cerveró tira Dilma do rol de testemunhas

Gabrielli é um dos listados pela defesa

Por O Dia

Brasília - Pouco mais de duas horas depois de pedir a intimação da presidenta Dilma Rousseff como testemunha, a defesa do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró voltou atrás e mudou a petição apresentada ao juiz Sérgio Moro.

O advogado Edison Ribeiro justificou a mudança “uma vez que a decisão sobre a aquisição das sondas foi privativa da Diretoria da Petrobras, não passando pelo Conselho de Administração, onde a testemunha ora substituída (Dilma Rousseff) exercia a Presidência”. O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli foi mantido como testemunha.

Na ação penal, Cerveró e o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, são acusados de receber propina de cerca de US$ 30 milhões para viabilizar contratos de navios-sonda para a Petrobrás. Os pagamentos teriam sido feitos por Júlio Camargo, representante da empresa Toyo Setal, a Baiano, que atuaria diretamente na Diretoria Internacional, na época dos fatos comandada por Cerveró. O documento inicial citando a presidenta entrou no sistema da Justiça Federal às 13h45 de ontem. A petição pedindo a substituição de Dilma foi protocolada às 16h27.

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