Itália: Dinheiro do crime constará no PIB

Governo vai contabilizar arrecadação com prostituição, venda de drogas e contrabando

Por O Dia

Itália - A arrecadação com prostituição, venda de drogas ilegais e contrabando fará parte do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) italiano. O Banco da Itália estimou que em 2012 o valor da chamada “economia subterrânea” foi de 10,9% do conjunto das riquezas produzidas pelo país. A iniciativa segue recomendação do Eurostat, órgão europeu de estatísticas, que afirma que com a contabilidade dessas “contas” haverá comparações mais corretas das economias dos países da região e mais condições de sanar o déficit público do país. O órgão estima que o impacto no PIB seria de 1% a 2% em um ano, bem significativo em relação à estimativa do governo de crescimento de 1,3%.

A inclusão da economia do crime não é nova na Europa. Há oito anos, a Grécia reviu o mecanismo de cálculo do para incluir atividades como prostituição ilegal, tráfico de drogas, jogo clandestino e contrabando. O resultado foi um crescimento imediato de 25%. De acordo com do Eurostat, caso outras nações adotassem o procedimento, elas teriam aumento médio de 2,4% do PIB.

Um estudo divulgado pelo Banco Central italiano em 2012 estimava que 27,4% do PIB não eram contabilizados oficialmente. A manobra faria parte de esforço do primeiro-ministro Matteo Renzi para cumprir metas fiscais.

Colocar o novo procedimento em prática não seria fácil, já que as atividades são ilegais e o que é movimentado não é informado ao governo. A Eurostat recomenda que o lucro da prostituição seja apurado a partir do que for coletado com as prostitutas. Só devem ser contabilizados lucros de profissionais do sexo que tenham residido no país por mais de um ano.

Segundo o instituto, os maiores aumentos do PIB ficariam com países como a Finlândia e a Suécia, que teriam crescimento de 4% a 5%. Em seguida viriam Áustria, Reino Unido e Holanda, com alta de 3% a 4%, cada um.

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