Dólar sobe 1,34% e vai a R$3,85 após rebaixamento do Brasil

Banco Central faz leilão de até 1,5 bilhão de dólares para segurar a cotação da moeda americana

Por O Dia

SÃO PAULO - O dólar fechou com alta superior a 1% nesta quinta-feira, na casa de R$ 3,85, após a agência de classificação de risco Standard & Poor's retirar o selo de bom pagador do Brasil, mas a intervenção do Banco Central e a percepção de que a Fitch deve manter por enquanto o grau de investimento do país levaram a moeda norte-americana a terminar longe da máxima da sessão, a R$ 3,91.

O dólar avançou 1,34%, a R$ 3,8504 na venda. De maneira geral, a percepção nas mesas de operações é que o dólar tende a rumar para a máxima histórica de quase R$ 4 em breve, em uma trajetória volátil.

Na máxima da sessão, logo após a abertura, a divisa dos Estados Unidos saltou 3,10% e alcançou R$ 3,9173, também o maior nível intradia desde 23 de outubro de 2002 ( R$ 3,92). Foi em 10 de outubro daquele ano que o dólar atingiu seus recordes intradia e de fechamento, de 4 e R$ 3,99, respectivamente.

O avanço da moeda norte-americana foi amortecido, no entanto, porque o BC anunciou leilão de venda de até 1,5 bilhão de dólares com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa da autoridade monetária, a operação não serve para rolar uma linha já existente.

Declarações da analista sênior da Fitch Shelly Shetty de que a agência ainda vê elementos apoiando o grau de investimento do Brasil também aliviaram um pouco a pressão cambial, ao reduzir as expectativas de que o país poderia perder o selo de bom pagador por outras agências. A Fitch classifica o Brasil atualmente em "BBB", com perspectiva negativa, ainda dois níveis acima do grau especulativo.

Com informações da Reuters

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