Nove mil disputam 332 vagas de emprego temporário no Degase do Rio

Inscrições para o processo seletivo foram encerradas ontem com longas filas no Galeão

Por O Dia

Rio - A disputa por uma das 332 vagas de trabalho temporário oferecidas pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) levou mais de nove mil pessoas a se inscreverem no processo seletivo que foi aberto na terça-feira e terminou ontem com longas filas na sede do departamento no Galeão. Quem se deslocou até o local para se inscrever no processo seletivo chegou a ficar mais de cinco horas na fila.

Os salários variam de R$2.140,50 a R$ 3.144,26 e a jornada de trabalho varia de 20 a 40 horas por semana. Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência e 20% para negros e índios. A concorrência para as vagas, voltadas para todos os níveis de escolaridade, será feita por meio de processo seletivo simplificado. Isso significa que não há realização de prova.

Os candidatos passarão por etapas como análise de currículo, experiência e entrevista. A contratação é temporária, por dois anos, podendo ser prorrogada por mais um ano. O objetivo é suprir as necessidades emergenciais das unidades.

Segundo o Degase, o último processo seletivo simplificado para preenchimento de vagas temporárias aconteceu em 2007. Já o último concurso de acesso ao departamento foi em 2011.

Entre as 332 vagas, há oportunidades para motorista, técnico de enfermagem, auxiliar socioeducativo masculino e feminino, pedagogo, psicólogo, assistente social, médico clínico, médico psiquiatra, farmacêutico e enfermeiro.

A enorme fila que se formou ao longo da Estrada das Canárias reforça o peso da escassez de trabalho na vida dos cariocas. A taxa de desemprego no Brasil atingiu 8,7% no trimestre encerrado em agosto e renovou o maior patamar histórico da série iniciada em 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), divulgada em outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre até julho, a taxa havia sido de 8,6%. A população desocupada cresceu 7,9% em relação ao trimestre de março a maio e chegou a 8,8 milhões de pessoas.

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