Argentina: Piranhas voltam a atacar e deixam quase 20 feridos

Excesso de calor, água muito quente e o baixo nível do rio são os fatores que explicam o ataque

Por O Dia

Argentina - Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas nos últimos dias em ataques de palometas, peixes carnívoros da família das piranhas, em praias do Rio Paraná, que foram temporariamente fechadas para evitar novos ataques, disseram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes oficiais. No fim do ano passado, a cidade de Rosário já tinha sido alvo das palometas, quando mais de 70 banhistas foram atacados.

Nestas praias, que ficam a 300 quilômetros a oeste de Buenos Aires, dez pessoas ficaram feridas pelos peixes carnívoros, e uma delas corre o risco de perder parte do dedo do pé.

Além de serem mordidos pelas palometas, os banhistas de outras localidades da província de Santa Fé também sofreram o ataque de raias, que ficam na área litorânea e ferem com suas caudas.

O prefeito de San José del Rincó, Carlos Sánchez, explicou que os ataques de palometas ocorrem "quando o rio está com o nível baixo e as temperaturas elevadas na praia".

Pé de homem atacado por piranha no fim do ano passadoReuters

A praia municipal, onde os peixes morderam, continuará com o acesso permitido à areia, mas o acesso às águas, de pouca profundidade e quase sem correnteza, características que a tornaram
ideal para a presença de palometas e raias, está restrito.

Em San Pedro, cidade banhada pelo Rio Paraná, mas já na província de Buenos Aires, duas pessoas foram feridas, uma delas por uma palometa e outra por uma tarucha, peixe de cabeça alongada e dentes fortes, segundo o presidente do Clube de Pescadores e Náutica, Daniel Chazarreta.

"Calor demais, água muito quente e o nível do rio baixo" são os três fatores que, segundo Chazarreta, também provocaram a aproximação destes peixes.

Até agora, com um mês de verão, quase uma centena de pessoas ficaram feridas pelo ataque das palometas em águas argentinas.

Em Rosário, 60 banhistas foram mordidos no Natal no Rio Paraná, enquanto os peixes atacaram outras cinco pessoas na província de Misiones e seis em Buenos Aires.


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