Soldados israelenses matam dois palestinos na Cisjordânia

Operação do Exército, que já soma quatro mortos, visa encontrar jovens sequestrados

Por O Dia

Ramallah - Dois palestinos foram mortos por soldados israelenses na Cisjordânia na madrugada deste domingo durante operação de busca de três jovens israelenses sequestrados desde o dia 12 de junho. Com as novas confirmações, sobe para quatro o número de vítimas na região na última semana. O presidente palestino Mahmoud Abbas exigiu explicações ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu sobre o ato que considerou “assassinatos a sangue frio”.

Força de segurança israelense segue com a busca a três jovens desaparecidos desde o dia 12 de junho. Objetivo é de também desmantelar o Hamas%2C acusado do sequestroEfe

Um outro palestino ferido gravemente na cabeça segue internado. Desde o desaparecimento dos três jovens, as forças de segurança israelenses estão envolvidas em uma grande operação chamada “Guardiões dos nossos irmãos”, que, segundo o Exército, visa localizá-los na Cisjordânia e desmantelar a infraestrutura do Hamas, a quem Israel acusa do sequestro.

Esta é a maior operação militar na Cisjordânia ocupada desde o fim da segunda Intifada, em 2005. Cerca de 300 palestinos foram presos pelo exército, muitos deles integrantes do grupo radical Hamas. O movimento islamita palestino nega envolvimento no crime.

“Disse que o sequestro era um crime, mas será que isso justifica o assassinato de adolescentes palestinos a sangue frio?", questionou Mahmoud Abbas, que na quarta-feira condenou o sequestro dos três jovens israelenses.

"O que Netanyahu diz sobre estes assassinatos? Será que ele os condena? Vejam o que aconteceu na Cisjordânia nos últimos dias, a violência e a destruição de casas. Não tenho nenhuma informação confiável indicando que o Hamas é responsável pelo desaparecimento dos três jovens”, ressaltou.
Paralelamente às operações terrestres, aviões israelenses atacaram alvos no sul e no centro da Faixa de Gaza durante a noite, depois do disparo de três foguetes sábado à noite. No total, desde 12 de junho, mais de 22 foguetes foram disparados a partir de Gaza, dos quais 11 atingiram Israel sem causar vítimas.

No domingo, o Exército de Israel anunciou que havia prendido “um terrorista palestino na posse de uma granada” no sul do país.

O representante palestino na ONU, Riyad Mansur, pediu sexta-feira a intervenção da comunidade internacional para proteger a população civil palestina, vítima de uma “punição coletiva”.

Comunidade judaica protesta em Ipanema

Uma das vítimas, Ahmed Sa¯d Fahmaui, de 27 anos, foi morto quando se dirigia à mesquita para a oração da manhã no acampamento de refugiados de Al-Ain, em Nablus. O exército israelense confirmou ter baleado um homem em Nablus, dizendo que este tinha se aproximado dos soldados “de maneira ameaçadora”.

Já Mohamed Tarifi, de 30 anos, foi assassinado pelo exército israelense em Ramallah, sede da Autoridade Palestina. As duas vítimas se juntam aos dois adolescentes mortos esta semana.

Na manhã de domingo, cerca de 400 pessoas da comunidade judaica carioca fizeram uma passeata no Posto 9, em Ipanema, em favor dos três jovens sequestrados em Israel. O grupo cantou o hino de Israel e exibiu cartazes pedindo a libertação dos reféns.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência