Falta verde no prato do carioca

Grande maioria (75%) não come as cinco porções diárias recomendadas por órgãos de saúde

Por O Dia

Rio - O carioca, assim como o brasileiro em geral, não come frutas e hortaliças em quantidades adequadas. Além disso, boa parte dos moradores do Rio ainda consome em excesso refrigerantes e carnes com gordura. O retrato da alimentação no Brasil foi apresentado ontem pelo Ministério da Saúde durante as comemorações pelo Dia Mundial da Saúde.

Verduras e legumes, além das frutas, são indispensáveis para evitar diabetes e doenças cardíacasAlberto Aquino

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014, a ser divulgada nos próximos dias. Feita em todas as capitais do país, a sondagem revelou que os números cariocas estão dentro da média nacional.

O baixo consumo de frutas, legumes e verduras é uma das maiores preocupações já que 75% dos moradores do Rio não comem diariamente os 400 g — relativos a cinco porções — recomendados pela Organização Mundial da Saúde. “Esses alimentos protegem contra diabetes, alguns tipos de câncer e doenças cardíacas. Seu consumo todos os dias é essencial”, afirma Déborah Malta, coordenadora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde.

Por outro lado, ela festeja a confirmação do feijão como alimento ‘número 1’ para 66% dos brasileiros — no Rio, 68,5% comem feijão todos os dias. “Ele é rico em fibras e proteínas, além de proporcionar saciedade, o que, dentro de uma dieta regular, ajuda na diminuição da obesidade”, explica.

Já refrigerantes, apesar de muito consumidos, trouxeram uma boa notícia. Em seis anos, caiu em 20% o número de brasileiros que tomam a bebida cinco ou mais dias por semana. Hoje, são 20,8% em todo o país e 23% entre os cariocas. “O açúçar dessas bebidas causa obesidade e diabetes. Prefira sempre água ou suco natural”, aconselha.

Carnes com gordura são comidas por um em cada quatro cariocas (25,8%). A taxa, que chega a 32% entre homens, é alta. “Gordura é fator de risco para doenças cardíacas. É preciso informar a população sobre esses perigos para que ela escolha melhor o que comer”.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência