Editorial: Logística é necessária, sem factoide

O estado do Rio tem muito a ganhar com esta nova fase do PIL

Por O Dia

Rio - A ineficiente logística não é a causa da grave crise que paralisa a economia, mas, uma vez remediada, poderá ajudar a tirar o país do lodaçal. A nova etapa do Plano de Investimento em Logística (PIL), anunciado esta semana pelo governo, prevê a movimentação de quase R$ 200 bilhões nos próximos anos. Estuda-se conceder mais aeroportos, portos, rodovias e ferrovias — este, em particular, um potencial absurdamente desperdiçado no território. Com malha de transporte melhor, a economia gira mais fácil — sobretudo o escoamento da agricultura, o único setor do Brasil que (ainda) não está no vermelho.

O estado do Rio tem muito a ganhar com esta nova fase do PIL. A Dutra será duplicada na Serra e terá terceira faixa em alguns pontos. A Rio-Santos e o Arco Metropolitano serão entregues à iniciativa privada, o que é garantia de operação fluida. E prometeu-se uma ferrovia até Vitória.

Só se pede prudência na bateção de bumbo: sem condições favoráveis, ninguém assume a concessão de nada, e lotes e mais lotes ficam abandonados nos pregões, como já aconteceu com as ferrovias — e que tem no tragicômico trem-bala o maior exemplo de como promessa pode virar factoide.

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