Caso Amarildo: chefe da UPP da Rocinha depõe

Major é ouvido no inquérito sobre sumiço do pedreiro na comunidade

Por O Dia

Rio - O major Edson Santos, comandante da Unidade da Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, foi ouvido nesta sexta-feira durante horas na Divisão de Homicídios (DH) sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza — ele foi visto pela última vez entrando numa viatura da UPP em 14 de julho. O teor do depoimento não foi divulgado pelos investigadores.

Segundo reportagem publicada ontem no site da revista ‘Época’, numa suposta conversa entre o major e o líder comunitário Carlos Eduardo Barbosa, o Duda, o oficial disse acreditar que o desaparecimento esteja ligado a traficantes da comunidade. E cita um bandido conhecido como Catatau como responsável pelo sumiço.

Edson Santos prestou esclarecimentos sobre os PMs suspeitos do crimeAlessandro Costa / Agência O Dia

Também ontem, agentes da DH mostraram foto do pedreiro ao adolescente que teria recebido supostas ordens dele para quebrar câmeras de segurança na Rocinha. O objetivo era tentar confirmar se o menor reconheceria Amarildo como o homem que o abordou a mando do traficante Johnny e se o desaparecido é o bandido ‘Boi’, nome citado em escutas da operação Paz Armada, que prendeu mais de 30 criminosos da favela há um mês. A polícia não informou se houve o reconhecimento.

O adolescente estaria hospitalizado. Ele foi apreendido em janeiro por policiais da UPP da Rocinha, após ser flagrado por câmeras da favela quebrando o equipamento. Embora o nome de Amarildo não apareça nas gravações, o delegado Ruchester Marreiros, responsável pela Paz Armada, afirma que ele é o Boi.

Segundo o delegado, adjunto da 15ª DP (Gávea) na época da operação, ele foi reconhecido por testemunhas como integrante do tráfico da Rocinha. Um vídeo gravado na Rocinha mostra Amarildo saindo de base da UPP sem algemas e entrando na viatura, na Rua 2. A mulher de Amarildo, Elisabete da Silva, corre em direção ao carro, fala com o marido, e a viatura segue.

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