PM checa possíveis mortes após tiroteio na Favela do Muquiço, em Guadalupe

Traficantes da Palmeirinha teriam invadido comunidade. Polícia busca localizar cinco mortos na guerra do tráfico

Por O Dia

Rio - Criminosos deixaram vestígios de sangue e cartuchos de munição deflagrados no confronto entre duas facções rivais pelo controle do tráfico de drogas na favela do Muquiço, em Guadalupe, Zona Norte do Rio, na madrugada desta quarta-feira. Horas após o tiroteio, iniciado com a tentativa de ocupação da favela, policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) checaram a denúncia de que cinco pessoas teriam morrido nos tiroteios. Mas não localizaram os corpos.

“Se cinco pessoas morreram, a hipótese mais provável é de que os cadáveres tenham sido retirados da comunidade pelos próprios criminosos. Até o momento, não encontramos corpos. Mas continuamos as buscas”, disse o tenente-coronel Wagner Moretzsohn, comandante do 9º BPM, batalhão responsável pelo policiamento na área. 

As buscas começaram na manhã desta quarta com a participação de 20 policiais militares. O efetivo dobrou à noite, com o reforço de homens do 14º BPM (Bangu) e do 27º BPM (Santa Cruz). Os policiais militares estão checando informações sobre pessoas baleadas encontradas em hospitais nas imediações da favela. As informações sobre locais que estariam sendo usados como esconderijos pelos traficantes também estão sendo verificadas pelos policiais militares.

Histórico violento

A região é apontada como uma das áreas mais violentas do Rio, em meio a uma disputa pelo controle territorial iniciada em 2010, após a prisão de milicianos. Em maio, um homem foi torturado na favela da Palmeirinha, vizinha ao Muquiço, por ter sido confundido com um traficante rival. Atingido por golpes de britadeira, Douglas Scarani Matos, de 31 anos, sofreu graturas expostas nas pernas. 

Há dois meses, o 41º BPM (Irajá) prendeu o chefão do tráfico no Muquiço, controlado pelo Terceiro Comando Puro (TCP). João Paulo Costa Michelani, o JP,estava na favela de Acari quando foi capturado com uma pistola calibre 380, após troca de tiros. Na ação, um adolescente acabou morto.

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