Balcões vazios nas delegacias

Terceirizados ameaçam parar nesta terça-feira também se os salários não forem depositados nas contas

Por O Dia

Rio - Funcionários que trabalham nos balcões das delegacias fizeram uma paralisação, nesta segunda-feira, por causa dos salários atrasados. O movimento atingiu, principalmente, as unidades da Zona Sul. Com faixas e narizes de palhaço, um grupo de terceirizados caminhou da Candelária até a escadaria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A previsão é que o pagamento, que deveria ter ocorrido no quinto dia útil do mês, seja efetuado hoje. Por nota, a assessoria da Polícia Civil informou que o atendimento ocorreu normalmente nas delegacias.

Balcão de atendimento vazio%2C ontem%2C na 12ª DP%2C em Copacabana Alessandro Buzas / Agência O Dia

O vice-presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, Antônio Carlos da Silva, disse que a paralisação pode continuar nesta terça-feira, se não for cumprida a promessa de depositar o salário na conta dos terceirizados. “Além disso, vamos negociar com a empresa os dias parados, porque alguns funcionários não foram trabalhar durante o mês, porque não tinham recebido os vencimentos”, afirmou ele.

Segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), faltaram funcionários na 10ª a DP (Botafogo), 11ª DP (Rocinha), 12ªDP (Copacabana), 13ª (Ipanema),14ª DP (Leblon), 15ª DP (Gávea), 16ª DP (Leblon), 54ª DP (Belford Roxo) e 58º DP (Posse), além da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) e Delegacia da Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Sobrecarregados

Na 12ª DP, os policiais informaram que estavam fazendo o atendimento, que, normalmente, fica sob responsabilidade de psicólogo e assistente social, em esquema de rodízio. “Em consequência, os policiais que fazem as ocorrências estão sobrecarregados e se revezando para atender o público”, afirmou o Sinpol, por nota. 

Segundo o diretor do Sinpol, comissário Fernando Bandeira, os profissionais do balcão são essenciais para a triagem das ocorrências. Muitas vezes, são casos como brigas entre bêbados e vizinhos, marido e mulher, sem lesão corporal, que deve ir para outra esfera.

“Eles são orientados pelos psicólogos e sociólogos a entrarem direto no Juizado de Pequenas Causas, se for o caso, deixando apenas os crimes tipificados no Código Penal para serem registrados. O policial civil não pode perder tempo com esse atendimento, que acaba atrasando o registro no balcão e prejudicando não só o agente como também a população, que espera por mais tempo para uma ocorrência ser registrada”, disse Bandeira.

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