Motoristas de vans se reúnem com prefeitura

Grupo entregou reivindicações para o delegado Cláudio Ferraz e prefeito analisará os pedidos

Por O Dia

Rio - A Prefeitura do Rio vai analisar as reivindicações feitas por representantes dos motoristas de vans que se reuniram na tarde desta segunda-feira com o delegado e coordenador do Transporte Complementar, Cláudio Ferraz. Cerca de 300 condutores fizeram uma paralisação nesta manhã, em protesto às regras impostas pela prefeitura como a proibição de circulação no Centro do Rio e em partes das zonas Norte e Sul da cidade. 

Motoristas de vans protestam contra novo modelo de transporte alternativo

O grupo questionou as proibições de circulação e pediu que as medidas sejam revistas. O protesto desta manhã foi impulsionado pela nova etapa do Serviço de Transporte Público Local (STPL) da Prefeitura que proíbe a circulação de vans e kombis desde sábado nas três regiões para motoristas que integrem o antigo sistema de Transporte Especial Complementar (TEC). Os que não estiveram cadastrados no STPL serão multados. No mesmo dia foram inauguradas três novas linhas: Lins-Norteshopping, Triagem- Largo do Jacaré (via Rocha) e Higienópolis-Maria da Graça, todas circulares. Sessenta e seis veículos farão a circulação delas.

Grupo está em frente à Secretaria Municipal de Transportes desde a madrugada desta segunda-feiraOsvaldo Praddo / Agência O Dia

Segundo Adamor Júnior, um dos representantes do movimento, Eduardo Paes havia prometido regulamentar 3.502 vagas para motoristas e licitar outras 1.250, mas nem todos estão sendo implantadas, o que vem ocorrendo aos poucos e sem um calendário. Ainda de acordo com ele, áreas para a circulação de vans vem sendo restringidas, mas não há abertura de novas áreas para a circulação e demora para a chamada dos profissionais, acarretando prejuízo, já que a maioria tem mantido o carro na garagem por falta de espaço para trabalhar.

"O estudo da prefeitura foi feito justamente para ir aonde ninguém quer. Estamos levando ninguém para lugar nenhum", desabafou Maximiliano Roma, de 42 anos, e motorista há 17 anos. 

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