Polícia do Rio prende pai que abusou das filhas na Paraíba

Vítimas vieram ao Rio fugindo do acusado e registraram ocorrência no estado; DCAV investigou o crime e homem será transferido para a Paraíba

Por O Dia

Rio - A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) prendeu, nesta sexta-feira, um homem acusado de abusar sexualmente das duas filhas no estado da Paraíba. Com medo dele, as vítimas — hoje com 19 e 14 anos — decidiram fugir e vir ao Rio, onde registraram o crime. A DCAV investigou o caso e o Ministério Público (MP) da Paraíba pediu ao Juízo do estado a prisão preventiva contra Ruy Fernando Batista de Oliveira, de 43 anos.

O acusado estava trabalhando como porteiro em um prédio em Copacabana e foi preso no local. Ele será encaminhado à Polinter, de onde será transferido também para o estado onde ocorreu o estupro. 

Há um ano aqui, a filha mais velha procurou a 13ª DP (Ipanema) em 2014 e a mais nova fez o registro na DCAV há alguns meses. De acordo com a delegada da DCAV, Cristiana Onorato Miguel Bento, as vítimas foram abusadas diversas vezes desde os 11 anos de idade. Ruy tem ainda mais uma filha — de 11 anos — e outros três meninos. Todos da mesma mulher. Ele deixou a família na Paraíba e veio ao Rio, onde estava trabalhando como porteiro. 

"Quando ele foi preso nesta manhã, ele negou o crime. Ainda perguntava: Tem prova?", relatou a delegada, que acrescentou: "A mais velha chegou ao Rio e conseguiu ficar na casa de uma pessoa que a ajudou. Hoje já está casada. Ela era menor quando ele abusava dela. A vítima teve medo de procurar ajuda na Paraíba e, por isso, fez o registro aqui. O mesmo ocorreu com a menina de 14 anos. Essa está amparada pelo programa Família Acolhedora, da Prefeitura do Rio", contou Cristiana. 

A delegada relatou ainda que as meninas estavam com receio do pai abusar da irmã mais nova, que completou 11 anos. "Parece que ele ia e voltava da Paraíba. Agora, estava há algum tempo trabalhando como porteiro em Copacabana", contou.

Segundo a delegada, a investigação foi realizada pela especializada. Depois, o inquérito foi enviado ao MP da Paraíba, que pediu a prisão preventiva de Ruy por estupro de vulneráveis. 

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