Clima ameno não desanima o fim de semana no Rio

Barraqueiro lucra mesmo com tempo nublado. Museu do Amanhã fica lotado

Por O Dia

Rio - O Rio 40° tirou folga neste fim de semana. O sol só apareceu encoberto por nuvens, com a máxima por volta de 30°, um clima considerado ameno para o verão carioca. Ainda assim as praias e pontos turísticos não perderam o movimento do primeiro fim de semana do ano.

Carla Cecílio, de Minas Gerais, disse que o Rio não é só praia: “Trouxe o meu namorado e minhas amigas justamente porque temos diversas opções na cidade. Se tem chuva, tem os museus. Só não curte quem não quer”, afirmou Cecília.

Média de cinco mil pessoas visita o Museu do Amanhã por dia%2C que ontem encheu por conta do dia nublado%3A quase três horas de filaDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Recém-inaugurado, o Museu do Amanhã assusta pelas grandes filas e chama a atenção pela novidade. Segundo os organizadores do espaço, a média diária de público bate cinco mil, e os visitantes ficam na fila, a partir do gradeado, cerca de duas horas e meia. Ao contrário do esperado, entretanto, a busca pelo lugar não diminui com o tempo instável. Uma hora e meia na fila, os irmãos Ana Paula Melchiades e Luiz Mário Jr., de Porto Alegre, foram contagiados pelo espírito carioca: “No Rio não dá para desanimar! Se chover, estamos com o guarda-chuva e a gente abre aqui na fila mesmo”, garantiu Ana Paula. Segundo ela, o Rio é aquilo tudo que desenharam mesmo, ainda que nublado. “Demoramos a nos acostumar com o calor, então esse clima sem chuva, só ameno, nos deixa até mais confortáveis”.

Se alguns optaram pelos museus e outras áreas da cidade, as temperaturas instáveis não desanimaram muitos banhistas nem prejudicaram os comerciantes. Segundo Célia Ferreira e Antônio Marcus, donos da Barraca do Sapo, há 15 anos em Copacabana, o clima estimula até o trabalho: “Tá ótimo! Tem muito brasileiro de outros estados aproveitando. É claro que o verão precisa ser bem quente para estimular as vendas, mas já estávamos esperando essa frente fria”, contou Antônio. A barraca, que vende coco e bebidas, além de alugar guarda-sol e cadeiras, fatura no verão R$1 mil por dia. “Não tem como não lucrar, a cidade está cheia!”

Juliana Ferreira, de Porto Alegre, garante que veio para o Rio esperando praia: “Estávamos contando com o calorão, pegamos até um pouco das temperaturas altas da cidade. Cheguei a me queimar bastante! Mas esse clima não conseguiu me afastar da praia”, diz a jovem acompanhada de dois amigos de regiões do Brasil que não têm praia. Priscila De Marco, uma das amigas, brincou: “Eu que não tenho praia, estou aqui faça chuva ou faça sol”.

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