Polícia apreende granada e menores que assaltam no Centro

Alguns jovens que praticavam esses delitos no Centro foram identificados como moradores do Jacarezinho, alvo de operação nesta quarta-feira

Por O Dia

Rio - Para quem circula diariamente pelas ruas e avenidas do Centro do Rio, é 'comum' presenciar assaltos cometidos por jovens infratores em diversas modalidades. Furtos, agressões e até mesmo ameaças são os métodos escolhidos na hora de surpreender a vítima. Após uma investigação, a Delegacia de Proteção à Criança e do Adolescente (DPCA) realizou uma operação na Favela do Jacarezinho, na manhã desta quarta-feira, com objetivo de cumprir 17 mandados de busca e apreensão de menores.

Três adolescentes foram apreendidos na operação que envolveu 60 homens de diversas áreas especializadas da Polícia Civil. Alguns jovens que praticavam esses delitos no Centro foram identificados como moradores da localidade. Para o delegado titular da DPCA, Alessandro Petralanda, os motivos que levam os adolescentes a praticarem roubos são diversos.

Policiais apreenderam uma granada, drogas e rádios transmissores durante a operação no JacarezinhoDivulgação

"Os menores procuram roubar celulares, bolsas, cordões e relógios de passantes do Centro. Cada um tem um motivo pessoal para praticar esse roubo. Alguns querem um tênis da moda, outros alegam que precisam ajudar em casa e também há aqueles que roubam para manter o vício", alega o delegado.

Durante a operação, os agentes apreenderam ainda drogas, ainda não contabilizada, rádios comunicadores abandonados e uma granada. Um inquérito da Polícia Civil apura desde 2015 se mães encorajam os menores infratores a cometer esse tipo de crime.

Polícia Civil fez operação nesta quarta-feira no Jacarezinho para apreender menores que roubam no Centro. Na comunidade%2C barreiras do tráfico dificultam ação Severino Silva / Agência O Dia

O DIA nas ruas

Em abril de 2013, o repórter fotográfico Estefan Radovicz e a repórter Hilka Telles apuravam inúmeras denúncias sobre roubos cometidos por jovens na movimentada Avenida Presidente Vargas. Durante uma semana e meia eles acompanhaeam a movimentação desses grupos em um edifício do Centro.

"São diversas modos de 'ataque'. Um dos mais comuns é formado por menores que formam bandos de 8 a 10 integrantes para intimidar as vítimas", relembra o fotógrafo, que chegou a flagrar mais de 20 assaltos na época.

Imagem de arquivo mostra ação de menor infrator no Centro do RioEstefan Radovicz / Agência O Dia

A radialista Geísa Herrera relembra que quando trabalhava na Rádio Nacional, que ficava na Praça Mauá, chegou a ser assaltada muitas vezes durante os 28 anos de trabalho. Em um dos roubos sofridos, recebeu um soco no rosto quando o assaltante tentou levar o celular.

"Estava saindo do banco, que faz esquina com as avenidas Rio Branco e Presidente Vargas, falando ao telefone quando fui surpreendida com um soco por trás. Em seguida, só vi um jovem correndo com o celular. A minha sorte é que naquele momento gritavam 'pega ladrão', o comparsa do cara que me agrediu, foi preso por um policial que recuperou meu aparelho. Mas eu continuei machucada", recapitula.

Reportagem da estagiária Julianna Prado

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