Menor suspeito de participar de estupro coletivo na Baixada é apreendido

Ele compareceu junto com a mãe em fórum de Madureira e se entregou aos policiais do 9º BPM. Menor foi conduzido para a Cidade da Polícia

Por O Dia

Rio - Uma menor suspeito de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 12 anos em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, foi apreendido pela Polícia Militar, na manhã desta terça-feira. Ele foi ao fórum de Madureira junto com um adulto, que seria a sua mãe, e se entregou a policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) que trabalham no local. O adolescente foi encaminhado para a Cidade da Polícia.

A delegada da Dcav, Juliana Emerique, informou que decidiria, em conjunto com o Ministério Público e a Justiça, se o adolescente seria apreendido. Ela não deu detalhes do depoimento, que ainda não tinha terminado no início da noite, e não revelou a idade do garoto. “Conclamo os outros responsáveis que se sintam nessa mesma responsabilidade com seus filhos que estejam envolvidos e procurem a unidade mais próxima da Polícia Civil ou a Dcav”.

Menor suspeito de participar de estupro coletivo na Baixada foi apreendidoGustavo Ribeiro / Agência O Dia

A adolescente vítima do estupro coletivo foi atendida nesta segunda-feira no Centro de Atendimento ao Adolescente e à Criança (Caac), no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, nesta segunda-feira. A garota passou por tratamento profilático contra doenças sexualmente transmissíveis e fez exame de corpo de delito.

A menina foi ouvida no próprio hospital e não na delegacia, por policial capacitado para entrevistas com crianças e adolescentes vítimas de violência. O depoimento foi gravado, para que ela não tenha que repetir a história para policiais, promotor e juiz. Quatro agressores que aparecem no vídeo do estupro foram identificados por seus apelidos.

No vídeo, que a delegada da Dcav descreveu como ‘grotesco’, ‘hediondo’ e ‘nefasto’, é possível ouvir a fala: ‘Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é ‘tu’’’. “Não há dúvida alguma que a vítima foi obrigada, desde o início, a todo o ato. Você vê na gravação o temor dela, os gritos de pavor. Isso comove qualquer um”, disse Amorim.

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