AUTORES DA GLOBO NÃO SERVEM PARA A RECORD

Por O Dia

Não faz muito tempo, um roteirista que estava na Record e voltara para a Globo, contou que nas novelas de lá, em hipótese nenhuma, poderia rolar sexo antes do casamento. Os personagens deveriam obedecer sempre ao mesmo "roteiro": namoro, casamento, sexo e filhos. Lembrando que uma filha de Edir Macedo, Christiane Cardoso, é a responsável por avaliar as sinopses, em especial as bíblicas, em que inclusive faz alterações. Este é um ponto.

O outro remete a uma recente informação dada na coluna sobre a censura de um bispo da Universal em episódios da série 'Novo Pai', do 'Jornal da Record', limando assuntos relacionados a pais solteiros ou separados e impondo o conceito de "família". Em resumo, escancarando também os "limites" para quem lá trabalha.

Juntando tudo isso, podemos, sim, chegar à conclusão de que os atuais autores da Globo - Glória Perez, João Emanuel Carneiro, Mário Teixeira, Walcyr Carrasco, Aguinaldo Silva - simplesmente não "servem" mais para a teledramaturgia da Record.

Imagine uma situação, mas só imagine, com um deles propondo em sinopse abordagens como beijo gay ou sexo entre homens (como em 'Liberdade Liberdade')? Ou qualquer outro assunto mais polêmico, sob o ponto de vista da igreja que controla a emissora? A chance é nenhuma.

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