01 de janeiro de 1970
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Andréa e sua arte...

Por O Dia

Ela está com tudo e não está prosa. Andréa Beltrão divide seu tempo administrando o Teatro Poeira, em Botafogo - que fundou com a amiga Marieta Severo - e com filhos, Francisco (21), Rosa (20) e José 17. Agora dá novos passos na carreira. Ela nos contou sobre um novo trabalho, a série baseada no filme 'Verônica', lançado em 2008 e estrelado por ela. Aliás, o longa foi dirigido pelo marido de Beltrão, Maurício Farias, e a versão em minissérie para a TV Globo terá também a assinatura dele.

Fale um pouco sobre você.

Sou atriz, mãe, casada com um homem maravilhoso que é o grande amor da minha vida. Vou à praia todos os dias, tenho filhos que são a minha maior paixão, amigos presentes e preciosos, cuido da minha casa, do meu teatro com a Marieta Severo, trabalho muito, tenho meus momentos de felicidade e angústia, enfim, sou alguém absolutamente comum. Uma mulher como outra qualquer.

Teus filhos pensam em trabalhar com arte?

Meus filhos estão descobrindo a vida, dando seus passos, construindo o caminho deles. Eu participo e torço para que eles sejam felizes, independente do caminho que escolherem.

Como se decidiu pela profissão?

Foi por acaso. Sempre quis ser atleta. Mas aos 13 anos percebi que não ia ser a atleta que eu sonhava. Então, de repente fui para o Tablado, em busca de algo. Quando me vi em cima do palco, descobri que ali eu poderia ser feliz, e fazer da minha vida e da minha escolha um bom destino.

Qual o maior desafio da carreira?

Todos os dias, todos nós, em qualquer profissão, enfrentamos desafios. Para mim, o maior desafio é me manter curiosa, aberta, livre. E procurar sempre estar ao lado de pessoas que me provoquem.

Conte um momento saia justa?

Na vida, temos milhares momentos de saia justa... Mas o erro e o engano são ótimos professores. Tento fazer com que os meus erros me levem para um lugar desconhecido e interessante.

O que você tem de Verônica? Te preocupa que a história seja tão atual?

A história do filme 'Verônica', que talvez venha a ser uma série na TV, é uma história de amor, entrega e coragem. Eu gostaria de, através de 'Verônica', conversar sobre a escola, a educação, os alunos, os professores, e sobre, principalmente, as várias ideias que existem para fazer da educação o grande motor de uma virada social.

A série, como o filme, será dirigida por Maurício Farias. Como separar a relação do trabalho?

Maurício e eu não precisamos separar o trabalho do nosso amor. Amamos nosso trabalho, nos conhecemos trabalhando. E uma das maiores alegrias para mim é estar trabalhando com ele. Sempre. Para mim, ele é um dos maiores diretores com quem já trabalhei.

O que te tira o sono?

Nada me tira o sono. Durmo. E acordo cheia de energia para fazer o que é preciso fazer. Nada como um dia com uma noite no meio.

Como encara esse momento de crise política e econômica?

Encaro como todos: com apreensão. E espero que essa crise nos leve para um lugar melhor. Não gosto da execração pública, do julgamento raso.

Você se envolve com trabalhos sociais?

Sim, me envolvo, à minha maneira, silenciosamente.

Família é...

Família é a vida. Às vezes, uma alegria imensa, às vezes muita dor.

Um sonho.

Meu sonho é ver um mundo sem fome, respeitando o planeta, com todas as crianças na escola, saúde para todos, uma vida melhor para todos.