Incêndios na Califórnia já mataram 32 pessoas

Focos estão quase controlados, mas tempo quente e ventos fortes desafiam os bombeiros, que mobilizaram nove mil homens no estado. Causa ainda é incógnita

Por O Dia

O número de mortos nos incêndios na Califórnia aumentou para 32 ontem, enquanto bombeiros conseguiram obter progresso em conter os focos de incêndio, embora os ventos intensos e velozes ainda preocupem. "Nós não saímos do estado de emergência, (não chegamos) nem perto disso", disse Mark Ghilarducci, diretor do Serviço de Emergência do gabinete do governador. "Porém, nós estamos vendo algum progresso em áreas já atingidas pelo incêndio", comentou Ghilarducci durante em entrevista.

O chefe dos bombeiros da Califórnia, Ken Pimlott, declarou que mais de 9.000 bombeiros estavam tentando conter 17 focos de incêndio que, juntos, já consumiram 89.700 hectares desde domingo. "Nós tivemos um progresso significativo", disse Pimlott. "Três pequenos focos de incêndio foram controlados", afirmou ele, e "conseguimos conter (com eficiência) alguns dos maiores focos".

Pimlott acrescentou que o trabalho de controle realizado pela equipe de bombeiros pode se tornar complicada com o aumento dos ventos durante a madrugada, que poderão atingir a velocidade de até 72 quilômetros por hora.

Ele ressaltou que pode levar semanas até que os investigadores consigam chegar a uma conclusão a respeito da causa desse incêndio, que até o momento já é considerado o que mais causou mortes em toda a história da Califórnia.

Muitas cidades da região vinícola de Napa e Sonoma, Califórnia, continuam sob ordens de evacuação, nas quais centenas de pessoas já perderam suas casas por causa do incêndio. Até agora, mais de 3.500 residências e locais de trabalho foram consumidos pelas chamas por toda a região.

Detentos no combate

Cerca de 200 equipes de bombeiros-detentos estão atuando no combate as chamas nas florestas da Califórnia. Esta semana, cerca de 550 presidiários foram enviados à região vinícola, onde violentos incêndios se propagaram de forma descontrolada.

Por arriscar a vida na linha de fogo, ganham um dólar por hora, em comparação com um mínimo de 17,7 dólares/hora para um profissional. O principal trabalho dos detentos é evitar que as chamas se propaguem, cortando árvores com serras elétricas e cavando canais com picaretas e arados no pasto, em volta do fogo, para contê-lo.

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Heather Tiffee se desespera ao ver a casa dos pais reduzida a cinzas em Napa, norte da Califórnia Justin Sullivan/Getty Images/AFP

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