MPF denuncia deputados Picciani, Melo e Albertassi por corrupção e organização criminosa

Por O Dia

O Ministério Público Federal concluiu que os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, usavam seus cargos como moeda de troca para atender interesses de empresários do setor de Transportes e da construtora Odebrecht. A informação consta na denúncia feita ontem contra os três parlamentares e outras 16 pessoas, incluindo o empresário Jacob Barata Filho, o Rei do ônibus.

Segundo a procuradora da República Silvana Batini, os políticos, utilizaram os seus mandatos para perpetuar um caminho para a corrupção. "A maneira como essa organização criminosa se estabeleceu necessitava de contrapartida do poder executivo e do poder legislativo. Este comando que esteve no Estado do Rio de Janeiro na última década abrigou essa organização criminosa por um motivo específico. Quanto mais prestígio político essa pessoa conquistava, mais o mercado de propina inflacionava", afirmou.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O seu filho, Felipe Picciani, que administra a empresa Aglobilara, que pertence à família de Picciani, irá responder por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi foram indiciados por corrupção passiva e organização criminosa. Todos estão presos preventivamente no presídio em Benfica. "Trata-se da mesma organização criminosa, que hoje já se sabe que ocupou espaços institucionais no Rio, não só no poder executivo, mas como se sabe agora também no poder legislativo", explicou Batini. Os deputados negam as acusações.

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