Atenção no verão: praia sem onda também pode significar perigo

Ausência de onda pode indicar a presença de uma corrente de retorno, causa comum de afogamento

Por O Dia

Depois das chuvas do começo do nano, o sol volta com força total e cariocas e turistas fazem das praias o seu lazer principal.Praia do Leblon
Depois das chuvas do começo do nano, o sol volta com força total e cariocas e turistas fazem das praias o seu lazer principal.Praia do Leblon - Radovicz/Agência O Dia

Rio - Quem nunca chegou na praia e sentiu uma felicidade vendo aquele mar lisinho e sem ondas? Mas é preciso ter cuidado, essa calmaria pode significar um grande perigo. As correntes de retorno, popularmente conhecidas como valas, ocorrem em qualquer praia em todas as épocas do ano. O fenômeno provoca um volume de água "acumulada", que chega através das ondulações e precisa retornar para o mar. É nesse momento que se formam correntes em direção ao mar, fazendo com que uma determinada parte fique sem onda.

O DIA conversou com o major Aquino, subcomandante do 3º GMar (Copacabana), que esclareceu os perigos e deu orientações essenciais para curtir o verão em segurança. Ele explicou que muitas pessoas correm risco quando optam por se banhar nessas partes mais “calmas”, já que as ondas são vistas pela maioria como um perigo.

Segundo Aquino, o que acontece nessas regiões é que o banhista acaba sendo levado para dentro do mar, começa a tentar nadar contra a corrente, se cansa e pode se afogar. Muitas vezes, a onda é um auxílio, já que ela empurra a pessoa para fora da água.

“É essencial procurar o salva vidas nas praias antes de entrar na água. Ele vai orientar onde é o melhor local para o banho. As vezes é perto de ondas e as pessoas se negam a mergulhar, mas não sabem o perigo que essa parte mais ‘calma’ pode representar”, disse o major.

Há vários tipos de correntes de retorno: as fixas, presentes sempre perto de construções e pedras; as permanentes, constantes em locais específicos; as temporárias, que podem durar um dia, uma semana, ou até mais e depois sumirem; e as instantâneas, que podem durar horas ou minutos. Além disso, algumas valas não são tão visíveis. Por isso, um profissional sempre deve ser consultado antes de entrar na água para garantir que não haverá nenhum perigo.

O major também faz um alerta sobre as “piscinas” que se formam na areia, onde muitas crianças costumam brincar soltas e com a despreocupação dos pais. “Se ocorrer um aumento da maré, a piscina encher um pouco, e algum canal de contato com o mar for estabelecido, esse acúmulo de água vai arrumar um jeito de voltar, formando a corrente de retorno que pode colocar as crianças em risco”, declarou. Ele ainda lembrou que é importante levar as crianças com alguma identificação para a praia.

Matéria da estagiária Alice Cravo, sob supervisão de Cadu Bruno

 

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