Coreias se reaproximam

Comunicação entre países foi restabelecida. Trump responde a provocação de Kim

Por O Dia

O líder norte-coreano Kim Jong-un reforçou que mantêm o
O líder norte-coreano Kim Jong-un reforçou que mantêm o "botão atômico" sempre pronto para atacar - AFP

A Coreia do Norte reabriu, após dois anos, uma linha de comunicação na fronteira com a Coreia do Sul ontem.

O canal de comunicação de Panmunjom, vilarejo na fronteira entre os dois países onde o cessar-fogo da Guerra da Coreia foi assinado, foi interrompido em 2016, após a deterioração das relações bilaterais relacionadas a uma disputa sobre um complexo industrial.

Recentemente, o governo de Seul propôs diálogo ao seu vizinho, em resposta a um gesto do líder norte-coreano, que evocou uma possível participação nas Olimpíadas de Inverno, que acontecem no próximo mês, na Coreia do Sul.

No discurso de Ano Novo, Kim Jong-Un aproveitou seu discurso de Ano Novo à Nação para esse raro gesto em direção ao Sul, em um contexto de crescente tensão. Nos últimos meses, o Norte realizou uma série de disparos de mísseis balísticos e seu sexto teste nuclear, avançando em suas ambições militares.

O líder norte-coreano também aproveitou o discurso de Ano Novo para reiterar que seu país é um Estado nuclear, advertindo que sempre mantém o "botão atômico" ao alcance dos dedos.

TRUMP REAGE

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump provocou a Coreia do Norte. "Kim Jong-Un disse que tem 'o botão nuclear sempre em seu escritório'. Alguém deste debilitado e famélico regime deve informar a ele que eu também tenho um botão nuclear, maior e mais poderoso que o dele, e que o meu botão funciona", disse o americano.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, considerou que seu país "não levará a sério qualquer reunião (entre Seul e Pyongyang) que não preveja a total proibição de armas nucleares na Coreia do Norte". O Departamento de Estado americano acrescentou que a Coreia do Norte pode estar tentando ganhar tempo e, principalmente, romper as ligações entre Seul e Washington.

O Norte e o Sul estão separados há décadas pela Zona Desmilitarizada (DMZ), uma das fronteiras mais fortemente armadas do mundo.

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