Lava Jato: CGU abre processos contra mais 10 empresas

Odebrecht, Alumini Engenharia e Andrade Guitierrez fazem parte da lista de companhias envolvidas nas denúncias

Por O Dia

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou nesta quarta-feira a abertura de processos administrativos de responsabilização contra mais dez empresas envolvidas em denúncias levantadas pelas investigações da operação Lava Jato, que investiga corrupção em licitações de obras da Petrobras.

A CGU afirmou que abriu processos contra a Odebrecht, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Ambiental, Alumini Engenharia, GDK, Promon Engenharia, Andrade Gutierrez, Fidens Engenharia, Sanko Sider e SOG Óleo e Gás.

As empresas serão notificadas nos próximos dias, disse a CGU em nota nesta quarta-feira. "Caso sejam responsabilizadas, o resultado poderá acarretar impedimento de celebrar novos contratos, aplicação de multas ou, se for o caso, outras penalidades cabíveis", afirmou a CGU.

Procurada pela Reuters, a Andrade Gutierrez respondeu em nota que "nega e repudia as acusações - baseadas em ilações e não fatos concretos - e, como vem fazendo desde o início da Operação Lava-Jato, reitera que não tem ou teve qualquer envolvimento com os fatos relacionados com as investigações em curso."

Já a Alumini Engenharia disse que "tem plena convicção da lisura de todos os seus atos e refuta com veemência as acusações infundadas que foram feitas". Também afirmou que respeita o processo e que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A GDK afirmou que "só irá se pronunciar quando tomar conhecimento do assunto de forma oficial pela CGU" e a Promon Engenharia disse que "não foi notificada oficialmente e não tem como se manifestar até ter acesso ao conteúdo do processo".

Representantes de Fidens Engenharia, Odebrecht, a Odebrecht Óleo e Gás e Odebrecht Ambiental não estavam imediatamente disponíveis para comentários.  Reuters não conseguiu encontrar representantes da Sanko Sider e da SOG Óleo e Gás.

A CGU, órgão de defesa do patrimônio público e combate à corrupção do governo federal, afirmou que há possibilidade de novos processos serem abertos contra outras empresas.

No início de dezembro, a CGU já havia instaurado processos administrativos de responsabilização contra oito empresas envolvidas na Operação Lava Jato: Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran.

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