Renan Calheiros chama delação de Delcídio de 'delírio'

Ex-senador acusou peemedebista de receber propina nas obras de Belo Monte

Por O Dia

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reagiu nesta sexta-feira ao novo pedido de abertura de inquérito contra ele feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, Renan afirmou que as acusações são feitas por “ouvir dizer” e por “interpretações subjetivas”.

“Todas as imputações envolvendo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) são por ouvir dizer ou fruto de interpretações subjetivas. O delírio do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), por exemplo, é por ‘fazer parte do time do Sarney’”, diz a nota.

O procurador Rodrigo Janot pediu a abertura de mais um inquérito para investigar Renan Calheiros Waldemir Barreto / Agência Senado

O presidente do Senado se colocou à disposição para esclarecimentos. Caso a inclusão aconteça, esta será a 12ª investigação sobre Renan Calheiros no Supremo. O inquérito pede a investigação contra integrantes da cúpula do PMDB para apurar o suposto pagamento de propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

A linha de investigação tem como base delações premiadas, como a do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e de Luiz Carlos Martins, ligado a construtora Camargo Correa. Ambos revelaram que os peemedebistas recebiam propina de um esquema específico em Belo Monte.

Janot também pediu ao Supremo a inclusão do ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá, do PMDB de Roraima, no inquérito que apura um esquema na obra da hidrelétrica. A investigação é a mesma da qual é alvo o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA).

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