Temer poupa Geddel após queixa de Calero

Conselho hesita, mas abre processo

Por O Dia

Brasília - Na queda de braço entre Geddel Vieira Lima e Marcelo Calero, o ministro-chefe da Secretaria de Governo teve ligeira vantagem sobre o ex-titular da Cultura. O presidente Michel Temer afirmou que Geddel permanecerá no cargo, mesmo após denúncias de pressão para liberar a construção de edifício em Salvador, empreendimento em que o ministro baiano tem uma unidade.

Duramente atacado pela oposição, Geddel passou todo o dia demonstrando confiança de que nada abalaria seu cargo. “O único desconforto seria se Michel chamasse para dizer que não gostou. O que ele não fez”, disse um aliado.

Mas, na Comissão de Ética Pública da Presidência da República, a situação de Geddel não é tão confortável — depois de um dia de idas e vindas. O presidente do colegiado, Mauro Menezes, disse que o conselheiro José Saraiva — indicado pelo próprio Geddel —, que havia pedido vista, mudou de ideia e que o processo foi aberto “por unanimidade”.

“O ministro Geddel mostrou boa vontade para responder com máxima rapidez à comissão”, disse. O ministro terá dez dias para se manifestar perante a comissão.

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