Julio Delgado trabalha para seguir na disputa pela presidência da Câmara

O deputado federal mantém contato com líderes do PSDB fiéis ao compromisso de apoiar sua candidatura para evitar uma debandada para a campanha do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Delgado aposta no ex-presidenciável e senador Aécio Neves (PSDB-MG) como trunfo para manter os tucanos ao seu lado

Por O Dia

Por Leonardo Fuhrmann (interino) - lfuhrmann@brasileconomico.com.br

Julio Delgado (PSB-MG) disputa o comando da Câmara dos DeputadosLuis Macedo/Divulgação

O deputado federal Julio Delgado (PSB-MG) dedicou o dia ontem a manter viva sua candidatura à Presidência da Câmara. O parlamentar entrou em contato com líderes do PSDB fiéis ao compromisso de apoiá-lo com a intenção de evitar a debandada dos tucanos para a campanha do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), apontado como favorito na disputa. O principal adversário de Cunha é o petista Arlindo Chinaglia (SP), antigo líder do governo. Apesar de o peemedebista não se colocar oficialmente como opositor, o embarque na sua campanha de Cunha é visto por setores do PSDB como uma oportunidade de impor uma derrota à presidenta Dilma e aos ministros que trabalham na articulação política. Ainda mais se a vitória vier no primeiro turno da disputa.

A ideia de apoiar o peemedebista apenas para provocar uma derrota ao governo é vista com ressalvas por alguns líderes do PSDB. Argumentam que o peemedebista tem suas diferenças com o governo, mas também não deve ser tratado como confiável pela oposição. Delgado aposta no ex-presidenciável e senador Aécio Neves (PSDB-MG) como um de seus principais trunfos para manter os tucanos ao seu lado. Os dois são amigos e se aliaram diversas vezes na política estadual, apesar de terem ficado em palanques diferentes no primeiro turno da eleição do ano passado. Oficialmente, Cunha tem dois partidos de oposição em suas fileiras: o DEM e o Solidariedade. Mas o próprio candidato admite que, em razão do voto ser secreto, conta com as traições dentro das bancadas dos partidos que declaram apoio aos seus adversários para assegurar a vitória.

Baixa procura

A possibilidade de o PMDB lançar um nome alternativo a Renan Calheiros (PMDB-AL) para a Presidência do Senado é tida como remota no partido. Nenhum dos especulados demonstrou interesse em entrar na disputa. Um motivo é o favoritismo de Renan, que ainda não oficializou sua candidatura.

Voo solo

Apesar da intenção de lançar Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para presidente do Senado, o PSB nem cogita montar uma chapa completa para entrar na disputa. A candidatura do socialista, caso de fato se confirme, deve ser avulsa, sem relação com a eleição para outros cargos da Mesa Diretora.

Ministro feliz

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, publicou ontem nas redes sociais um calendário deste ano que ganhou no Azerbaijão, antiga república soviética. A capa do presente é uma imagem em que o controverso líder soviético Josef Stálin fuma um cachimbo.

Temer para jornalistas

Ao falar sobre reforma política a empresários e conselheiros da Fiesp, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse que poderia ser bem claro em suas colocações porque não havia “imprensa” no local. “Se houvesse, eu poderia ser acusado de ser a favor do autoritarismo”, disse ele, ao explicar que a formação de partidos políticos havia surgido durante o regime autoritário. A fala foi motivo de riso dos jornalistas que acompanhava a transmissão do evento em uma sala anexa.

Partidos mais parecidos

Assim que foi informado de havia jornalistas no recinto ao lado que acompanhavam sua exposição, Temer não perdeu a pose e disse que fez a observação por medo de ser mal-interpretado, mas que tudo que havia tido era verdadeiro: que o Brasil atualmente possui siglas, e não partidos. “No passado havia dois partidos: a Arena, que queria manter o status quo; e o MDB, que era contra. Hoje não: todos os partidos são muito parecidos em seus programas de governo”.

Colaborou Patrícia Büll

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