Histórias de Roberto Carlos e da Jovem Guarda, em detalhes

Livro de Albert Pavão estuda raízes do rock

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - “Fui cantor e compositor que marchou junto com muitos nomes do então rock brasileiro e convivi também com Roberto Carlos, Erasmo, Jerry Adriani, Wanderléa e outros tantos da Jovem Guarda. Minha irmã, a cantora Meire Pavão, é inclusive citada na música ‘Festa de Arromba’ de Erasmo e Roberto Carlos”, orgulha-se Albert Pavão, que também é escritor, pesquisador e produtor musical.

Foi esse currículo que o gabaritou a escrever com propriedade o livro ‘Do Blues à Jovem Guarda, Passando Pelo Rock and Roll’ (Edicon, 400 págs., R$ 45). “Como o próprio nome diz, o livro foca na influência do blues norte-americano em outros gêneros musicais até chegar ao rock and roll, que se espalhou pelo mundo”, descreve o autor. “No Brasil, houve de início um rock pioneiro calcado em versões de fora e depois veio a Jovem Guarda.”

Foto do acervo do autor mostra Roberto Carlos e Jerry Adriani juntosarquivo pessoal

Nos distantes anos 60, internet era algo impensável, coisa futurista até. Os sucessos do rock, gênero que começava a dominar a juventude, chegavam aqui ao Brasil com atraso, e a confusão era tanta que tinha gente que achava que eram os grupos internacionais, como os Beatles, que copiavam os famosos artistas brasileiros da época, como Roberto Carlos ou Renato & Seus Blue Caps.

Além de contar a história, Pavão lista no livro uma discografia selecionada para se entender aquele período, compreendido entre 1955 e 1970. “É fruto de um vasto trabalho de pesquisa, pois a quantidade de discos lançados após o advento da Jovem Guarda é bastante expressiva. Meu primeiro livro foi ‘Rock Brasileiro 1955-65’, que trazia uma discografia englobando discos de 78 rotações, compactos e LPs lançados entre aqueles anos. Não foi tão difícil de preparar, mas, a partir de 1966, com o crescimento da popularidade da Jovem Guarda, esse tipo de trabalho seria mais complexo. Mas eu, conhecendo as histórias do nosso rock e seus personagens até pessoalmente, consegui ampliar essa história e o resultado está no livro atual.”

Pavão também reuniu na publicação uma série de fotos de seu arquivo pessoal. “Como uma do Roberto Carlos apresentando o Jerry Adriani em seu programa de televisão, o que não era comum na época, pois o Jerry não estava definitivamente radicado no Rio de Janeiro e pouco ia ao programa do Roberto”, destaca ele.

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