Maurício Menezes está em cartaz com a peça 'Plantão de Notícias'

Radialista se prepara para lançar livro com os grandes erros do jornalismo

Por O Dia

Rio - “Virei uma prostituta das comunicações!”, brinca o radialista Maurício Menezes, que fica às sextas e sábados de novembro em cartaz no Teatro dos Grandes Atores, na Barra da Tijuca, com a nova temporada da peça ‘Plantão de Notícias’. Fora do dial desde abril, quando foi dispensado da Rádio Globo, ele faz apenas participações em programas de rádio e TV. E prepara para breve um livro com os erros do jornalismo que inclui no espetáculo.

“O rádio carioca passa por uma fase ruim, com emissoras em dificuldades por causa de audiência e falta de dinheiro”, conta. “Mas a gente revive o rádio contando histórias dele”.

No sentido horário%2C a turma do ‘Plantão de Notícias’%3A Edilson (E%2C alto)%2C Hélio%2C Mauricio e SérgioDivulgação

O ‘Plantão de Notícias’ começou em 1991, quando Maurício, Luarlindo Ernesto (jornalista de O DIA) e Valério Meinel distraíam colegas com causos e gafes do jornalismo durante a cobertura do sequestro do empresário Roberto Medina. O trio resolveu levar o conceito para o palco de um bar. “Depois, fomos para o teatro. Mas Luarlindo saiu, não queria ser artista”, zoa Maurício.

Entre as distrações de jornalistas que Maurício inclui no show estão frases que saíram publicadas como “gato salva o dono ao ligar para a polícia”. Maurício também brinca com os consultórios sentimentais dos jornais. “Respondo algumas indagações publicadas de leitores, como: ‘Estou há 35 anos sem namorada, o que faço?’. Pô, então faz uma plástica”, brinca. Algumas histórias são do próprio Maurício, que divide o palco com os radialistas Edilson Silva, Hélio Junior e Sérgio Ricardo.

“Uma vez, fui com 2 mil jornalistas cobrir uma inspeção na usina de Angra dos Reis. Mas queriam que entrasse só um representante, e meus colegas me escolheram. Depois, tive dois minutos para passar para eles o que os cientistas estudaram em 30 anos. E me pergunta se eu entendo de energia nuclear?”, graceja ele, que no mesmo dia passou mal por causa de uma coxinha que comeu na estrada, voltando para o Rio, e foi internado. “Como todo mundo sabia que eu tinha ido na usina, começaram a fofocar que eu tinha sido contaminado com radioatividade!” 

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