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Lili Rodriguez: Rio que debate o futuro

Falando nisso, foi a primeira saída de Boni depois de sua cirurgia no joelho

Por karilayn.areias

Rio - O encontro estava marcado para as 20h no Gávea Golf Club. Às 20h15, já estava lotado. Vamos combinar, fato inédito na cultura carioca... No Rio, ninguém é tão pontual assim. Era para ver o carismático João Dória, que garante não estar em campanha para presidente. Mas foi recebido como tal. Chegou pontualmente com sua mulher, a artista plástica Bia Dória. O casal esbanjava simpatia. É bem verdade que os anfitriões Ricardo Amaral, Boni e Paulo Marinho capricharam na lista. Um verdadeiro clube do bolinha. Nós, mulheres, apenas 10%.Uma pena!

Falando nisso, foi a primeira saída de Boni depois de sua cirurgia no joelho. Ele estava animado.

E o que era para ser um encontro político virou uma festa. Entre a eclética lista de convidados, jornalistas, formadores de opinião, empresários e autoridades. Quando entrou o colunista de ‘O Globo’, Lauro Jardim, um convidado comentou: “Opa, chegou o homem que explodiu a República (risos)”. João Dória pontuou seu discurso com citações aos presentes — Augusto Nunes, Maitê Proença e Solange Medina, viúva de Edson Bueno (a quem agradeceu no discurso pela orientação no Corujão dos Exames, projeto implantado em São Paulo). Cavalheiro, citou também muitas autoridades, sua mulher e as dos anfitriões, Adriana, Lou e Gisela. Uma frase ecoou pelo salão com muita força: “Não tenham medo. O Brasil é viável. O Brasil não termina com Temer”. Entre outras frases de efeito bombástico, Dória disse que não gosta nem de Dilma e nem de Lula. E que sua bandeira jamais será vermelha, e sim brasileira. Havia muitos petistas, mas não se manifestaram.

Bia Dória foi um caso à parte. Casados há 24 anos, ela conheceu o marido no Rio, onde era modelo do estilista Gregorio Faganello. Bia, muito assediada, tem alma de primeira-dama. Quando perguntada se tinha ciúmes de Dória, não vacilou e respondeu: “Não! Ele sempre volta para casa, mas o assédio é grande...”.

João Dória se queixou de alguns jornalistas que o perseguem. Mas com esta colunista, foi encantador. Bia tem razão. É impossível resistir ao charme dele (risos).

Assuntos variados rolaram na festa. Ricardo Rique convidando para seu aniversário em Ibiza, em julho. Catito Peres transferiu a comemoração de seus 60 anos (que seria na Fazenda Guaritá) para o Rio. Começa no sábado, ao meio-dia até 18h. Depois das 22h, tem um black-tie embalado pela voz de Erasmo Carlos. Tudo no Hippo, claro.

O prefeito Marcelo Crivella estava fora do Rio, e o vice Fernando Mac Dowell foi acompanhado por Anna Maria Tornaghi. Muito discreto, assim como o filho de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Henrique. 

Dois dedos de prosa com João Dória

Como o senhor vê esse cenário de crise no país?
Eu sinto esperança de que o Brasil pode superar tudo isso. Eu não sou pessimista. O Brasil é maior do que essa crise, vai superar esse momento de dificuldade. E nós teremos um caminho novo pela frente. Tudo são lições importantes. Toda essa situação difícil do país representa lições democráticas de um país que vai saber superar essa dificuldade e ter um horizonte melhor. Eu tenho confiança no futuro do Brasil.

O sr. tem sido apontado para a disputa da presidência em 2018. Como se sente?<EM>
Eu fico muito lisonjeado. Sempre é bom ser reconhecido. Principalmente eu, que nunca havia disputado eleição antes. Esse é o meu primeiro mandato e só tenho seis meses na prefeitura. É enaltecedor. Me engrandece muito receber elogios não só na cidade de São Paulo, mas também fora de São Paulo. Eu não faço isso com o objetivo de ser candidato, faço para ser um bom prefeito. Acho cedo ainda para se discutir candidatura.Estou feliz. Quem não ficaria, sendo bem avaliado na sociedade? As duas pesquisas que foram feitas em São Paulo, com apoio majoritário da população, e fora de São Paulo também recebo um carinho enorme. Isso aumenta a responsabilidade, mas também aumenta a autoestima.

Conte uma novidade?
A novidade é esperar que possamos ter um horizonte em que a economia não fique vinculada à turbulência da política. Os resultados da economia vem apresentando alguma melhora. E é importante preservar essa evolução para evitar uma situação de maior turbulência. Em um país que tem 14 milhões de desempregados e 7 milhões de subempregados, uma turbulência maior vai ampliar ainda mais esse flagelo. E quem vai pagar essa conta são os mais pobres.

Um sonho?
Sonho ver o Brasil mais justo e sem miséria. Esse vai ser um sonho que será realidade.

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