Espetáculo 'Guarde-me' estreia quarta inspirado em correspondências anônimas

Peça é a segunda parte de uma trilogia, que aborda o universo de cartas escritas por anônimos

Por O Dia

Rio - A história de um casal, suas verdades, sentimentos embutidos e tentativas amorosas são alguns dos elementos no espetáculo de dança 'Guarde-me', de Marcia Milhazes Companhia de Dança, que estreia hoje no Sesc Copacabana e fica em cartaz até o dia 3 de setembro. "Como carioca, apresentar minhas obras no Rio e a oportunidade de dialogar com o público sobre o universo da arte, que me encanta, têm um peso forte e de afetos sem limites", conta a coreógrafa e diretora artística da produção Marcia Milhazes.

Os bailarinos Domênico Salvatore e Ana Amélia Vianna no espetáculo de dança 'Guarde-me'%2C que estreia hoje no Sesc CopacabanaDivulgação

O espetáculo, que foi indicado ao Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) 2017 na categoria Melhor Espetáculo, é a segunda parte de uma trilogia, que aborda o universo de cartas escritas por anônimos. A primeira, 'Sempre Seu', foi uma ocupação em todo prédio da Oi do Flamengo entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016. "A terceira parte ainda está por vir", adianta Marcia. "Essas obras fazem parte de uma instigante pesquisa sobre cartas. Sejam de amor, para amigos, enfim, cartas que falam e relatam situações humanas e da existência", entrega.

A artista afirma que tem diversos livros que tratam sobre o tema de cartas e que não são necessariamente escritas por anônimos. "Posso citar as cartas que o dramaturgo, escritor e médico russo Anton Chekhov escreve para sua esposa, a importante atriz russa Olga", completa.

Em 'Guarde-me', dois bailarinos, Ana Amélia Vianna e Domênico Salvatore são acompanhados por um conjunto de câmara barroca, com cravo, viola da gamba, vielle de roda e instrumentos de sopro, como flautas diversas e gaita de fole. Tudo sem elementos cênicos. "Minhas composições coreográficas não estão apoiadas no desenho cênico (cenário). Nunca necessitei do mesmo para a criação coreográfica em si", frisa Marcia.

A escolha da música barroca tem um gosto especial, já que o estilo sempre fez parte da vida de Marcia. "Percebi que poderia corroborar para uma instigante viagem na  contramão da vida contemporânea que vivemos. Onde as sutilezas e um mundo mais delicado e humano estão sendo massacrados por tanta burrice e agressividade. Aqui não se trata de dividir a cena com instrumentos raros, poucas vezes vistos, mas sentir, que a nossa

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