Rio é capital com melhor gestão fiscal

Município registrou em 2015 a nota mais alta no Índice Firjan de Gestão Fiscal

Por O Dia

Rio - O Rio de Janeiro lidera o ranking das capitais do país com melhor gestão fiscal. Mantendo-se no topo pelo segundo ano consecutivo, o município registrou em 2015 a nota mais alta no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) entre as capitais, depois de ocupar a mesma posição em 2014. O IFGF traz panorama completo da situação fiscal dos milhares de municípios brasileiros.

O índice é composto por cinco indicadores: Receita Própria, Gastos com Pessoal, Investimentos, Liquidez e Custo da Dívida. As cidades ganham conceitos de A a D. A nota A é gestão de excelência (0,8 a 1); B de gestão boa (0,6 a 0,8); C (0,4 e 0,6) e D (zero a 0,4) são as de gestões fiscais difíceis e críticas, respectivamente.

Com conceito B, o Rio teve leve recuo em liquidez, mas recebeu notas máximas em Investimento e Receita Própria. O bom resultado é atribuído à Olimpíada, que impulsionou a economia local.

O município também esteve no topo entre as capitais em 2014, quando registrou o índice de 0,7986 (conceito B). Em 2015, o índice ficou em 0,7908 (também B). Fora da lista das capitais, o Rio também teve bom resultado e subiu da 523ª posição da lista em 2014 para a 28ª em 2015.

Mas a situação do Rio está longe de refletir o cenário do país: esse foi o pior resultado da série do IFGF — iniciada há 10 anos — no país. Dos 4.688 municípios avaliados, 87% vivem crise fiscal.

“Calculamos o índice desde 2006 e os dados mostraram que quase nove em cada 10 municípios estão em situação fiscal difícil ou crítica”, disse o economista-chefe da Firjan, Guilherme Mercês.

O resultado deve-se à recessão no país, visto que a maior parte do orçamento dos municípios depende de transferências da União e dos estados. A cidade líder no ranking foi Ortigueira (PR), saltando do 230º lugar em 2014 para o 1º em 2015. Ela recebeu R$5,8 bilhões da Klabin para construção de uma das maiores fábricas de celulose.

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