Cesta básica sobe 11,52% no Rio

Pesquisa do Dieese aponta alta em todas as capitais. No município, custa R$ 443,75

Por O Dia

Rio - O custo da cesta básica medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) subiu 11,52% no Rio de Janeiro, chegando a R$ 443,75 na cidade. Ainda de acordo com a pesquisa, a maior alta nas capitais pesquisadas foi em Rio Branco (AC), de 23,63%, seguida de Maceió (AL) de 20,69%) e Belém (PA) de 16,70%. Já as elevações menos acentuadas foram em Recife (PE) de 4,23%, Curitiba (PR) de 4,61% e São Paulo (4,96%).

Entre novembro e dezembro, o valor da cesta diminuiu em 25 cidades e subiu em duas. As quedas mais expressivas foram registradas em Aracaju (SE) de -5,11%, Campo Grande (MS) de -4,16% e São Luís (MA) de -4,13%. As altas foram anotadas em Manaus (AM) de 0,22% e Rio Branco (AC) de 0,97%. O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em Porto Alegre (RS) de R$ 459,02) e o menor em Recife de R$ 347,96.

Com base na cesta mais cara e levando em conta a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, Saúde, Educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o mínimo para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$3.856,23, ou 4,38 vezes o valor anterior do piso de 2016 que era R$ 880.

Entre os principais produtos que compõem a cesta, a maioria subiu em 2016. Nas maiores altas, o feijão carioquinha disparou 133,48% em Maceió. Já o tomate foi destaque de queda, com retração de 40,04% em Campo Grande.

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