Comércio repudia violência no Rio

Associações divulgaram nota cobrando medidas contra situação, que prejudica o setor

Por O Dia

Rio - O Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDL-Rio - e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – Sindilojas-Rio divulgaram, neste domingo, nota de repúdio ao estado por conta da violência no Rio. No documento, as associações salientam que setor é mais prejudicado pela 'incontrolável violência que se abate sobre a cidade e o Estado'.

Leia a nota na íntegra:

"O Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDL-Rio - e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – Sindilojas-Rio, as duas mais tradicionais e respeitadas entidades representativas do comércio da Cidade e do Estado do Rio de Janeiro, associam-se as manifestações dos setores produtivos em repúdio ao estado de descalabro por que passa a segurança da nossa Cidade e do nosso Estado,

O Rio não pode continuar sobre o julgo dos traficantes que vez por outra assustam a cidade e ameaçam o cidadão de bem com tiroteios, ônibus queimados, escolas e comércio fechados, policiais e inocentes assassinados, enfim um verdadeiro estado de descontrole.

O comércio, um dos setores da atividade produtiva mais prejudicado pela incontrolável violência que se abate sobre a Cidade e o Estado, está sufocado. E mesmo sabendo que as demandas e as exigências são muitas, não pode aceitar esta guerra que estamos vivendo.

Isso tem nos obrigado a investir vultuosas somas que, somente nos primeiros seis meses do ano, consumiram um bilhão de reais em dispositivos de segurança, que representam uma grande parcela no nosso faturamento, dinheiro que poderia ser investido na ampliação dos estabelecimentos comerciais, gerando emprego e renda.

A falta de segurança é uma questão recorrente que afeta profundamente a vida da Cidade e do Estado e que precisa ser definitivamente resolvido. Está mais do que na hora de as autoridades unidas colocarem um ponto final neste verdadeiro estado de guerra e devolverem a paz aos seus habitantes. Chega de medidas paliativas que não resolvem o problema. É hora de dar uma basta neste vexatório quadro da nossa história. O Rio não merece isso"


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