No Leblon, brigada anti-Dilma vota de amarelo

Combinação era que quem quisesse a candidata longe do cargo, deveria ir de amarelo ou com camisa da seleção brasileira

Por O Dia

Rio - No Clube Monte Líbano, onde o ministro Joaquim Barbosa era esperado para votar, muitos eleitores faziam um protesto silencioso, combinado por intermédio do aplicativo Whatsapp, contra a presidente Dilma Rousseff. A combinação era que quem quisesse a candidata longe do cargo, deveria ir de amarelo ou com camisa da seleção brasileira. Até mesários aderiram.

"Ontem mesmo estávamos nos falando sobre isso. A ideia é que todo mundo que não queira a Dilma no poder venha vestido assim", contou a dentista Ana Coelho, vestida com camisa da seleção e acompanhada do filho, que votou em Aécio Neves. O comerciante José Cavalcanti pretendia votar nulo e também vestiu amarelo. "Pelos desmandos do governo e pelos escândalos, como o da Petrobras", conta.

Manoel Moreira, 68, foi votar de cadeira de rodas acompanhado da mulher Debora Moreira, 65 - ambos com camisa da seleção. "Resolvemos aderir ao protesto silencioso e trouxemos até nosso neto", diz Debora, ao lado de Diogo, de 4 anos, trazendo a bandeira do Brasil estampada na camisa.

Eleitores que votaram no Monte Líbano e que não levaram uma "cola" com os nomes de seus candidatos reclamaram que havia desorganização no material que trazia os nomes e números dos deputados - e que era manuseado por eles com a ajuda dos supervisores. "Passei quase quinze minutos procurando os números dos meus candidatos", reclamou o fonoaudiólogo Geraldo Cardoso, 63.

Faça sua cola com os números dos candidatos aqui 

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