O novo estadual ainda é muito ruim

Competição será disputada em turno único em 2014

Por O Dia

Rio - Rubens Lopes, o presidente da Federação do Rio, anda posando de arauto da modernidade e da melhoria do calendário só porque adiou o início do Estadual e alterou a sua fórmula, extinguindo o valor isolado da tradicional Taça GB. Só que o foco da questão não era esse. O número de clubes é excessivo e sacrifica economicamente os quatro grandes.

Escolher os quatro finalistas depois de quinze rodadas por pontos corridos é perda de tempo e valoriza joguinhos inexpressivos. Uma imitação do que pior existe no Paulistão, só que por lá é ainda mais longo. Teremos, no fim, semifinais e a final a toque de caixa e, portanto, pouquíssimas partidas rentáveis. E, pasmem, os pequenos ainda vão ganhar de bônus a Taça Rio, concedida ao que for o melhor colocado entre eles, o quinto lugar nos pontos corridos.

Carioca de 2014 será disputado em turno únicoDivulgação

Houve uma vantagem: ganhou-se um mês no calendário porque, agora, tudo terminará no começo de abril, mas o campeonato em si só valerá mesmo pelos quatro jogos decisivos - em 90% dos casos, entre os grandes.

NÃO PODE TER ERRO

Apesar de todas as deficiências e loucuras do atual Fluminense, ainda são bem razoáveis as chances de não cair e Dorival precisa apenas acalmar o grupo e motivá-lo da melhor forma possível, mais ou menos como Adílson fez de saída no Vasco. Mas tem uma coisa: não pode haver espaço para tropeço hoje contra o liquidado Náutico que é um time desfigurado e desanimado. Uma vitória é absolutamente fundamental e pode servir de embalo para os outros jogos.

A DIFÍCIL DESPEDIDA

Depois de ouvir muitos apelos, Juninho admite adiar a sua despedida do futebol e imagina disputar o Estadual para, então, pendurar as chuteiras.Pode até ser uma ideia razoável e dar tudo certo, mas Juninho sabe que está no limite de sua corda muito esticada e se arrisca a uma parada abrupta e obrigatória. Dá para entender a resistência ao fim porque é sempre difícil deixar o palco onde sempre brilhou. Que o faça com dignidade e sob aplausos gerais.

SEM COMPETIÇÃO

Como se previa, o Uruguai derrotou com facilidade a Jordânia e pode se considerar na Copa. Só não se imaginava um 5 a 0 fora de casa, o que só enfatiza a politicagem da Fifa em misturar valores diferentes. Como já foi dito aqui algumas vezes, a América do Sul deveria ter cinco vagas sem repescagem e a Europa mais duas, além da diminuição na Concacaf e África. Ontem, o Uruguai passeou em campo e até Lodeiro (foto) fez gol, coisa que desaprendeu no Botafogo.

CLIMA DE FLA-FLU

A disputa é nas Laranjeiras, mas o clima político tricolor, em véspera de eleição, parece Fla x Flu. Deley entrou mais forte do que se imaginava e até influiu, pelas pressões de sócios, na saída de Vanderlei. Siemsen (foto) ainda tem base política relevante mas ela ruirá se o time cair para a Série B. Siemsen tem boas intenções, mas é imaturo enquanto Deley abre novas perspectivas e garante que não irá pisar na bola, como ex-atletas presidentes em outros grandes clubes.

CURTINHAS

Não deixa deser uma vergonha para o país da Copa que os testes para os exames anti-doping durante o Mundial tenham que ser feitos fora do país por falta de recursos no Brasil. A CBF de Marín não pensou nisso e o Brasil grande do Ministro Aldo Rebelo também comeu mosca.

A recente derrota do Palmeiras para o Paysandu não atrapalha a conquista do título na Série B mas mostra que o time é muito fraco para a Série A. O destaque solitário é Henrique, porque Valdívia não quer nada. E é uma pena que a vibrante praça de Belém esteja fora da elite.

Apesar dos problemas crônicos da Cedae e de outras concessionárias que martirizam a população, a estrutura do Vasco na era Dinamite continua precária para o dia a dia de sócios e profissionais. Qualquer calor acima da média faz pifar o essencial e inferniza a vida.

Últimas de Esporte