Contra-ataque: Uma eletrizante decisão no vôle

Unilever e Sesi decidem competição no Maracanãzinho

Por O Dia


Rio - O vôlei merece um destaque especial porque chega a uma sensacional decisão do feminino que, no momento, emociona mais que o masculino pelo equilíbrio e pelo tradicional charme. O Maracanãzinho, embora com uma capacidade limitada de 12 mil pessoas, vai tremer com um jogo equilibrado e imprevisível, embora a vantagem de jogar em casa dê leve favoritismo ao Rio de Janeiro.

Bernardinho tem razão ao dizer que, mais até do que em outras decisões, o campeão será o time que mostrar mais alma e determinação. Com o Osasco, talvez o jogo fosse mais estratégico e frio, mas os dois finalistas têm se caracterizado pelo empenho, coração, reações espetaculares e jogadoras com muita intensidade.

O Sesi chegou à final de forma surpreendente, mas as atuações de Dani Lins e Fabiana acabaram dando à equipe uma força técnica especial. E o Rio-Unilever, além de movido pela conhecida paixão do seu treinador, também se impôs na liderança de Fofão e na energia selvagem da sérvia Mihajlovic, verdadeiras inspiradoras de sua força. Um jogo fantástico e pena que seja apenas um só para decidir o título.

Unilever e Sesi se enfrentam em final da SuperligaArte%3A O Dia Online

QUEM NÃO SABIA?

Esses nove que Felipão adiantou não podem surpreender ninguém. Eram figurinhas carimbadas — até mesmo Willian, que está entre os 17 selecionados no álbum da Copa. Hoje temos 18 certos e as dúvidas são o terceiro goleiro (Victor merece) um dos reservas da zaga, o segundo lateral esquerdo (deve ser Maxwell), um volante para acompanhar Luís Gustavo (Fernandinho é favorito) e um apoiador reserva, embora Hernanes esteja quase lá. Nunca foi tão fácil escalar o time titular.

ATÉ QUE ENFIM!

Pode até ser que não funcione porque o Botafogo tem múltiplos problemas paralelos a resolver. Mas a torcida respirou mais aliviada. Afinal, o técnico Vágner Mancini resolveu mostrar, sem hesitações, que pretende uma nova composição tática diante do Inter, com um ataque mais móvel e insinuante. Zeballos era uma promoção óbvia e Sheik também mas, nesse caso, vai ser difícil exigir uma boa forma. Mas o pouco que vier, se vier, já será lucro.

QUAL É O JEITO?

Jérôme Valcke anda soprando e mordendo com muita facilidade, com uma disfarçada mistura de ironia e hipocrisia em que, ao mesmo tempo, debocha da bagunça nacional e se adapta a ela por uma razão simples: se houver falha estrutural grave no esquema da Copa, a culpa será também dele como homem de campo da Fifa. Valcke já se conformou com o jeitinho. Garantida a bola rolando em belos estádios e a segurança segurando as manifestações, ele pode tomar a sua caipirinha.

A ÚLTIMA CHANCE

Atlético-MG vive um momento de tumulto e insegurança com a mudança brusca no comando técnico, a fase pouco inspirada de Ronaldinho e a irritação da torcida pelo pouco aproveitamento de Guilherme que todos por lá consideram injustiçado. Levir Culpi, melhor gerente de futebol do que técnico, surgiu como solução de emergência mas tudo vai depender da motivação do grupo e da capacidade de inverter a situação incômoda dessa decisão com o Atlético de Medellín.

A LUSA JÁ ENVEREDA PELO TERRENO DA GALHOFA

Embora ninguém tenha dúvidas de que o Flu dá muito mais brilho a uma Série A do que a Portuguesa, no campo foi a Lusa que entrou e, desde sempre, essa coluna lamentou que o tapetão tenha superado o mérito técnico. Mas, paciência. Agora, em vez de pensar para a frente, a Portuguesa se afoga em liminares, abandona jogos no meio, frauda delegados de jogo e troca os pés pelas mãos. Está perdendo o que lhe restava: a opinião pública. E pode ser punida com o rebaixamento à Série C.

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