Não está fácil para ninguém

Copa mostra equilíbrio e seleções grandes têm dificuldades

Por O Dia

Rio - As oitavas de final, emocionantes e disputadas no limite, comprovam claramente que a diferença entre as seleções de primeira linha ou até entre as que estão na Copa, é muito pequena. O que Holanda, França,Alemanha e Argentina penaram para se classificar não está no gibi. A Holanda ainda precisou do ‘incentivo’ do recuo exagerado do México e do talento de Robben e Sneijder no finzinho; a França ganhou a dez minutos do fim e foi sempre ameaçada pela Nigéria; a Alemanha se deparou com uma heroica Argélia que suportou até a prorrogação e ainda assustou nos segundos finais; a Suíça, com uma forte retranca, segurou Messi e Di Maria até os 27 minutos da prorrogação e quase conseguiu o empate nos acréscimos, até com bola na trave. O que significa tudo isso?

Além de emoção pura e suspense, que levaram os torcedores do mundo inteiro a assistir a espetáculos eletrizantes, foi mais mérito até das seleções de menor expressão, que souberam se defender com competência a partir de grandes goleiros e exigiram muito dos favoritos. Mas não foi à toa que nomes como Robben, Benzema, Ozil, Muller, Di María e Messi acabaram fazendo a diferença a favor dos vitoriosos.

Argentina conseguiu vitória suadaReuters

COM GOL OU SEM GOL, TUDO É EMOÇÃO NESSA COPA

Essa Copa mostrou, até agora, uma característica curiosa e que só fala a seu favor. Na primeira fase de grupos, houve só preocupação ofensiva, com recorde de gols, e com um show ofensivo que fez a festa da torcida. A partir das oitavas, já com mata-mata, as seleções com menos recursos (com exceção do México até fazer o gol e do jogo do Uruguai) se encastelaram na defesa resistindo de forma dramática até o fim com pênaltis e prorrogações. Os gols escassearam mas foram jogos excelentes que quase levaram os torcedores ao enfarte.

O FATOR FRED

Há uma tênue possibilidade de suspensão para Fred, o que seria um exagero da Fifa. Mas Fred é um ponto delicado na Seleção. Tem estado mal, em parte pelo esquema que não o ajuda. Poderia ser barrado, mas a alternativa Jô não entusiasma ninguém. A saída poderia ser um pouco de criatividade e um toque de audácia de Felipão para elaborar um plano B capaz de não isolar Fred e de possibilitar um leque variado de ações ofensivas. Seria pedir muito?

Fred pode ser suspensoDivulgação

O TANGO

Um tango daqueles que levam a melancolia às portas do desespero foi o que se viu no Itaquerão ontem, quando, previsivelmente, a Suíça reviveu o seu antigo ferrolho e resistiu por 117 minutos. A Argentina, apesar de enfrentar dificuldades, por mérito da Suíça, não atuou bem, abaixo do que se esperava para essa Copa do Mundo. A defesa portenha é fraca e tudo depende de Messi e Di María, que foram ao fundo do seu baú de mágicas para fazer o gol abençoado.

NO LIMITE

Como nos outros jogos das oitavas, a Bélgica precisou de uma dramática prorrogação para derrotar os EUA, mesmo que dominasse o jogo todo sem jamais deixar dúvida sobre qual era a melhor das equipes. Mas, por causa de falhas nas conclusões, precipitações e grandes defesas do excepcional Howard, demorou demais a marcar e precisou da entrada de um bom jogador que vinha de lesão, Lukaku, para construir a jogada de um gol e marcar outro na prorrogação.

COM GOL OU SEM GOL, TUDO É EMOÇÃO NESSA COPA

Essa Copa mostrou, até agora, uma característica curiosa e que só fala a seu favor. Na primeira fase de grupos, houve só preocupação ofensiva, com recorde de gols, e com um show ofensivo que fez a festa da torcida. A partir das oitavas, já com mata-mata, as seleções com menos recursos (com exceção do México até fazer o gol e do jogo do Uruguai) se encastelaram na defesa resistindo de forma dramática até o fim com pênaltis e prorrogações. Os gols escassearam mas foram jogos excelentes que quase levaram os torcedores ao enfarte.

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