Drubscky já chega sufocado

Treinador do Fluminense não foi bem recebido no clube

Por O Dia

Rio - Há muito tempo um dos grandes clubes do Rio não contrata técnico tão desconhecido e de currículo tão pobre. E, ao mesmo tempo, nas circunstâncias mais adversas: o Carioca praticamente perdido, a torcida contra, já pendurando faixas, e os dirigentes fazendo a sua lambança. Além de tudo, o time anda meio abalado com a campanha, a nova realidade em que não há mais patrocinador milionário e os salários incertos. Drubscky encara elenco até com peças interessantes, garotada promissora e alguns medalhões em xeque, como Walter e até Fred, que não é mais o mesmo e toma ares de liderança dentro e fora de campo. Será Drubscky capaz de absorver a pressão, acertar o ambiente e preparar o time? Em futebol cabe quase tudo, mas será preciso muito apoio da diretoria e novos reforços.

Ricardo Drubscky chegou sem apoio da torcida do FluErnesto Carriço

AS LATERAIS

O Botafogo, apesar dos seus problemas técnicos, tem boa chance de se manter na liderança porque o adversário, o Barra Mansa, é muito fraco. Há a volta de Marcelo Mattos e Bill, mas o problema é com as laterais, com a ausência dos titulares. As improvisações preocupam porque jogadores como Fernandes e Giaretta nem sequer se firmaram em suas posições de origem.

NO EMBALO

O Flamengo tem tudo para continuar no encalço do líder e do título da Taça GB à noite. Joga no Maracanã contra um Bangu que começou prometendo e, depois, murchou. Qualquer opção que Vanderlei escolher pode acertar, mas seria interessante manter Cirino e Alecsandro no ataque. E Everton tornou-se uma peça fundamental.

MUDOU À FORÇA

Os grandes clubes do Rio, sob a indiferença e os desmandos da federação, não se entendem. A milionária arena do Maracanã correu o risco de ficar vazia domingo com o clássico Vasco e Botafogo marcado a princípio para o Nilton Santos. A coisa só mudou para melhor porque o Engenhão não recebeu laudo para aumentar a lotação e o consórcio resolveu acertar novo acordo.

CRAQUE DO VÔLEI

Natália merece destaque especial pela excepcional atuação no jogo em que o Rio de Janeiro eliminou o São Caetano e foi o primeiro a se classificar às semifinais na sua luta pelo tri da Superliga de vôlei. O jogo se complicou no segundo set, com lavada de 25 a 12 do São Caetano, mas tudo se normalizou depois com o show de Natália. Ela fez a diferença.

Últimas de Esporte