Mais cabeças vão rolar na Fifa

Jornalista garante que as investigações sobre corrupção na entidade chegarão em breve até Joseph Blatter e Ricardo Teixeira

Por O Dia

Suíça - Profeta? Adivinho? Visionário? Nada disso. O escocês Andrew Jennings, 72 anos, que trabalha para a rede britânica ‘BBC’, deu o recado, em uma rede social, na véspera das prisões efetuadas em Zurique: “Blatter terá uma agradável surpresa”. Horas depois, dito e feito. Ontem, uma nova postagem. E desta vez ele foi mais direto ao garantir que o dirigente é o próximo da lista das autoridades americanas: “Dei ao FBI documentos importantes que desencadearam as prisões de ontem (quarta-feira). Há mais vindo por aí. Blatter é um alvo”.

Blatter disputa eleição na Fifa nesta sexta-feiraReuters

Conhecido por mostrar as entranhas da Fifa, como no livro ‘Um Jogo Cada Vez Mais Sujo’, que fala sobre o esquema de venda de ingressos das Copas, Jennings garante que as prisões — incluindo a do brasileiro José Maria Marin — são apenas o começo.

“A coisa importante é o fim da Fifa como conhecemos. Havelange levou o crime organizado à Fifa e ele perdurou de 1974 até agora. É o fim de um império. Todos os impérios caem. Foi assim com o britânico, com o francês... Até os portugueses tiveram de sair do Brasil. O império da Fifa terminou na quarta”, disse Jennings.

Del Nero e Ricardo Teixeira são citados%2C indiretamente%2C nos relatórios do FBIReprodução

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Para o jornalista, as investigações do FBI vão chegar até Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. “Eles vão chegar ao nome do Teixeira. Há muito mais coisa vindo. Isso não termina hoje. Vão pegar o Teixeira. Mas se não o pegarem, os brasileiros deveriam prendê-lo por todos os crimes que ele já cometeu contra o futebol”, completou Jennings.

Em meio ao mar de lama que toma conta da Fifa, Joseph Blatter, em seu discurso de abertura do congresso da Suíça, em Zurique, afirmou que os casos de corrupção no mundo do futebol são realizados por uma minoria.

“Não posso monitorar o trabalho de todos, mas não vou permitir que alguns destruam o trabalho de outros. Temos que recuperar a confiança através de ações que tomaremos. Vamos fazer disso um ponto de virada”, afirmou o dirigente, lembrando que os próximos meses “não serão fáceis para a Fifa” e que “outras más notícias ainda chegarão”.

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