No último jogo antes da Copa, Brasil quer passar no teste contra a Sérvia

Com equipe na ponta do lápis da torcida, Seleção decorou bem a lição para enfrentar uma viril Sérvia

Por O Dia

São Paulo - A Seleção está em campo contra a Sérvia no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo. O primeiro tempo terminou em 0 x 0. No segundo tempo, Fred recebeu lançamento em profundidade de Thiago Silva, matou no peito na entrada da área entre dois marcadores, sofreu falta e, mesmo caído, abriu o marcador. BRASIL 1 x 0 SÉRVIA. Huck chegou a marcar o segundo gol, mas o bandeira acusou impedimento inexistente e anulou o gol. Neymar foi substituído por Bernard a poucos minutos do final da partida. A Seleção passou a tocar a bola e gastar o tempo, o que irritou parte da torcida, que vaiou, apesar do placar favorável.

Foi a primeira vez que o Brasil enfrenta a Sérvia como país independente. Até hoje foram 18 jogos contra a ex-Iugoslávia. Apesar de amistoso, o jogo está 'pegado'. Neymar sofreu falta dura aos 5 segundos, logo na saída de bola.

TESTE FINAL ANTES DA COPA

Faltando seis dias para a estreia na Copa do Mundo, a seleção brasileira tem o teste final antes do início do período de provas contra Croácia, México e Camarões. O time do professor Luiz Felipe Scolari vem tirando notas altas, como na partida contra o Panamá, mas a Sérvia, nesta sexta, às 16h, no Morumbi, em São Paulo, promete ter questões um pouco mais difíceis.

É a sexta partida em que o treinador da Seleção poderá testar a equipe que está na ponta do lápis dos torcedores. E será a chance de saber se seus alunos aprenderam todas as lições, já que a Sérvia tem um estilo de jogo parecido com o da Croácia, apesar de mais viril.

“O treinador (o próprio Felipão) queria jogar contra uma equipe mais fraca, sem risco de lesões. Queríamos ter jogado contra a Sérvia na semana passada, mas não conseguimos. A Sérvia marca de forma viril, vamos precisar ter cuidados. Preferia ter jogado na sexta-feira contra os sérvios e agora contra uma equipe mais fraca. Não conseguimos, tivemos que fazer desta forma”, admitiu o técnico, resignado.

Neymar é o grande astro da seleção brasileiraReuters

Restrospecto é favorável

Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo, Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar, Hulk, Neymar e Fred. Esses onze, juntos, têm um retrospecto excepcional. Venceram todos os cinco jogos que fizeram — contra França, Japão, México, Uruguai e Espanha — e marcaram 13 gols, sofrendo apenas um, levantando o troféu da Copa das Confederações.

>Mas quem pensa que a turma já está aprovada se engana. Para o professor Felipão, os alunos ainda terão que melhorar muito para os testes finais.

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“Temos que melhorar a bola parada a favor e contra, o posicionamento em jogadas de escanteio, já que não estão saindo os gols que desejamos. Falta aquele sincronismo de movimentos. É isso que vamos trabalhar até o jogo contra a Croácia, no dia 12. O trabalho tático já evoluiu bastante, estamos quase prontos”, elogiou Felipão, que também é professor de educação física.

Torcida vai para o hotel dar apoio

Sob forte esquema de segurança, a seleção brasileira chegou ontem à noite a São Paulo. O desembarque foi rápido (menos de dez minutos) e contou com o apoio de 150 policiais militares e 35 homens do Exército.

Na chegada ao hotel, por volta das 19h, embora tímida, houve carinho na recepção à delegação — cerca de 30 torcedores ficaram no estacionamento e viram a chegada dos ídolos e tiraram fotos com Hernanes e Barnard. No hotel, David Luiz atendeu alguns VIPs e pouco depois o meia Oscar, liberado para acompanhar o nascimento da filha, Julia, se juntou aos companheiros e vai jogar nesta sexta.

Felipão espera encontrar com a Argentina na finalDivulgação

Confiante no hexa, Felipão vê Argentina na decisão

O foco está na Seleção e na missão de levar o país à final da Copa do Mundo em casa. Mas, pelas projeções feitas pela comissão técnica, Felipão imagina uma final contra a Argentina.

“Pelo que imaginamos de uma passagem até a final, do outro lado estaria a Argentina, por uma série de fatores. Tomara que seja uma final sul-americana, com grandes jogadores, de muita qualidade”, disse.

Felipão, porém, enfatiza que sua meta é conquistar o hexa. “Quero chegar à final. Do outro lado, quem chegar chegou”, frisou, mostrando bom humor ao falar do técnico da Argentina, Alejandro Sabella, que jogou no Grêmio, em 1986 e 1987.

“Ele jogou em um time espetacular no Brasil, o Grêmio, então já tem alguma coisa de bom ali”, brincou o gremista Felipão.

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